Gelter Muller
Gelter Sandro Muller, natural de Florianópolis/SC, é formado em engenharia sanitária e ambiental (1994) pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, e atua como consultor ambiental para atividades industriais (empresas, indústrias, etc) e não-industriais (comércio, governamental, etc) desenvolvendo ações na área de saneamento básico e gestão ambiental.
Trabalhou para várias empreses de engenharia citando MPB Saneamento Ltda, AR Consultoria e Saneamento Ltda, Qualys Ambiental Ltda, Azimute Engenheiros Consultores S/C Ltda, Instituto de Tecnologia, Engenharia e Infraestrutura, Silva Porto Consultoria Ambiental, entre outras, exercendo atividades em áreas como resolução de conflitos ambientais, gerenciamento ambiental, auditorias ambientais, tratamento de efluentes, resíduos sólidos, licenciamento ambiental, redes de água e esgoto e Planos Municipais de Saneamento Básico. Atualmente é Analista Técnico em Gestão da Regulação e Fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Santa Catarina - AGESC.
Sustentabilidade é um dos assuntos mais em voga no mundo nos dias de hoje. Com certeza está na hora de ligarmos nossas antenas e cuidar bem da nossa casa (nosso planeta) e buscar o desenvolvimento sustentável, que num conceito simples e de fácil entendimento, nada mais é do que fazer que nossas atitudes de hoje possibilitem que as próximas gerações tenham a mesma Ilha da Magia que curtimos atualmente.
Informações, notícias, opiniões e cursos voltados para a área do meio ambiente, vocês encontrarão na coluna assinada por Gelter Muller.
Contato profissional: Celular: (48) 9960-7171 / E-mail: gelter@globo.com
O uso da iluminação natural
24/05/2008
Os projetos de iluminação natural vêm ganhando espaço cada vez mais nas arquiteturas modernas seja por razões de eficiência energética, ou seja por razões de conforto visual. Além do conforto de bem-estar devido a substituição da luz artificial, a redução do consumo de energia elétrica também fica evidente quando se observa a conta de luz.
Aberturas quando bem projetas, maximizando o aproveitamento da luz natural, permite uma sensação de bem-estar agradável proporcionando um relacionamento, uma interação maior, com o ambiente no qual estamos inseridos.
Segundo estudos já realizados, o uso de iluminação natural, em qualquer prédio, pode melhorar em até 40% a performance e o bem-estar de seus ocupantes.
Mas, apesar do interesse crescente por projetos de iluminação natural, o Brasil ainda é tímido nessa área. Privilegiado pela sua posição geográfica, o potencial no Brasil para o aproveitamento da iluminação natural para qualquer ambiente é grande.
Paralelo a um bom projeto de iluminação natural está o de ventilação, de modo a evitar o desconforto térmico devido a transmissão de calor ao interior das construções. Imóveis projetados com um bom aproveitamento da iluminação natural e da circulação de ar oferecem aos ocupantes dos mesmos conforto e sensação agradável, proporcionado equilíbrio quanto aos aspectos psicológico, visual e espacial, características intimamente ligadas à promoção da saúde, além da economia no consumo de energia. Por isso, a ventilação e a iluminação natural são elementos importantes e que devem ser privilegiados na concepção de um projeto arquitetônico.
Para o arquiteto Junior Piacesi, ambientes ventilados e servidos por luz natural consomem menos energia porque têm menor necessidade de iluminação artificial e por minimizarem ou dispensarem o uso de equipamentos de ar-condicionado.
Portanto fica claro que o sucesso para o aproveitamento da luz natural e de ventilação está na concepção de um bom projeto.
O arquiteto Sigfrido Graziano Junior escreveu um trabalho sobre o tema, intitulado “POR QUE A ILUMINAÇÃO NATURAL É IMPORTANTE NA ARQUITETURA E URBANISMO?”. No referido trabalho desenvolvido pelo arquiteto, este aponta algumas conseqüências e causas para um não aproveitamento maior da iluminação natural. Uma delas foi a revolução industrial e os novos turnos de trabalho onde estes trouxeram a necessidade de novas fontes artificiais de iluminação. Com a lâmpada incandescente e, posteriormente, com a lâmpada fluorescente, a iluminação natural passou a ser evitada muitas vezes. Outro ponto destacado pelo arquiteto é a fragilidade dos Planos Diretores sobre a matéria, onde os mesmos não consideram a insolação mínima na edificação. Maiores informações sobre o trabalho do arquiteto Sigfrido pode ser obtido no site http://www.sig.arq.br .
Outra empresa que trabalha com planejamento de construções aproveitando a iluminação natural é a Silva Porto Consultoria Ambiental (www.silvaporto.com.br) onde profissionais da empresa elaboram projetos otimizando não só a eficiência energética como também o uso de recursos naturais, objetivando uma maior qualidade ambiental.
Em 2002, em plena época de apagão o mecânico Alfredo Moser, de Uberaba, substituiu a iluminação artificial durante o dia por garrafas pet, cheias com água limpa, colocadas estrategicamente no telhado da sua oficina. A matéria pode ser vista no link http://www.youtube.com/watch?v=VtxjOtkXt1E .
Maiores informações sobre iluminação natural e seu impacto no processo de projeto arquitetônico, no ambiente e na eficiência energética das edificações podem ser obtidas também nos seguintes sites:
A foto da coluna é de um supermercado na região de Americana/SP que implantou um sistema de iluminação natural (energia solar). Em um dia claro, todas as lâmpadas ficam desligadas. O ganho ambiental é óbvio.
Gelter Muller
Eng Sanitarista e Ambiental
Consultor Ambiental
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