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Ribeirão da Ilha

O Ribeirão oferece um estilo de vida peculiar

Postado por: Rossana Espezin / LB

O charme do Ribeirão da Ilha – um dos primeiros povoados da Ilha de Santa Catarina – é o seu encanto rural e as tradições açorianas preservadas que remetem o visitante ao Brasil Colônia. Ao contrário das praias famosas pela badalação, o Ribeirão oferece um estilo de vida peculiar, conservando a paz dos pequenos lugarejos. Possui um conjunto arquitetônico valioso e bem cuidado. São construções centenárias: a igreja da Freguesia, casas açorianas e engenhos. Além da beleza natural e do patrimônio cultural e histórico, também é um dos responsáveis pela maior produção de ostras e mariscos do país. Os moluscos são cultivados em fazendas marinhas, a poucos metros dos restaurantes que compõem a Rota das Ostras, e coletados quase na hora de ir para a panela.

O Ribeirão da Ilha localiza-se à direita do Trevo do Erasmo, na SC-405, onde começa a Rodovia Baldicero Filomeno. Longa e tortuosa estrada à beira-mar, com 21 km de extensão, a rodovia termina no íngreme acesso à Praia de Naufragados, um desafio para os adeptos do trekking. É preciso caminhar cerca de 40 minutos até chegar à bela reserva natural que guarda, sob o mar revolto, uma coleção de tesouros históricos recém-desvendados.

Mas, atenção: entre o Trevo do Erasmo e a praia de Naufragados os atrativos são inúmeros. Este é um trajeto para ser percorrido sem pressa. É recomendado estacionar o carro em alguns pontos e fazer um passeio a pé, para observar, com tranqüilidade, os muitos detalhes que fazem do Ribeirão um lugar para lá de especial.

Rota das Ostras abriga freguesia preservada

Ao longo da rodovia, encontram-se os vários restaurantes da Rota das Ostras, quase todos com trapiches avançando sobre as águas calmas, onde se pode chegar até de barco. Entre eles, de quando em quando, surgem acessos para as pequenas praias caprichosamente recortadas, quase vazias, com águas calmas e limpas. Um convite a um banho refrescante! O coração do bairro é a Freguesia, típica vila açoriana entre o morro e o mar, localizada na altura do Km 7. A igreja secular, o conjunto colorido de casinhas açorianas, dispostas lado a lado, e a pracinha compõem uma paisagem bucólica, bela de se apreciar a qualquer hora do dia ou da noite. Vale visitar a Igreja de Nossa Senhora da Lapa, datada do século XVIII, e também o salão paroquial com sua mostra permanente de artesanato. Destaque para o aproveitamento de cascas de ostras nas peças, com resultados surpreendentes. Por toda a estrada é possível encontrar artesãos expondo suas peças diretamente nas calçadas, a exemplo de miniaturas de utensílios de pesca (redes, canoas, remos, puçás) ou dos famosos cestos de cipó.

Com tempo bom é possível subir, de carro ou a pé, a Rua Chico do Alambique, na altura do Km 10, e conhecer o Sertão do Peri, de onde se desfruta uma das mais belas vistas panorâmicas da Ilha de Santa Catarina. Conforme a localização e o ângulo, é possível ver a Lagoa do Peri, a Ilha do Campeche, as praias do Ribeirão da Ilha, do Campeche e do Morro das Pedras e até mesmo o contorno Norte da Ilha, incluindo as dunas da Joaquina. O próprio Sertão tem seus atrativos, o convívio com a natureza, os alambiques artesanais com direito a degustação e algumas cachoeiras, formando piscinas naturais de pedra escondidas em meio à Mata Atlântica, mas situadas a poucos metros da estrada principal, ainda de chão batido.

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