Relatório da Hyatt Inclusive Collection revela um forte crescimento do setor, mudanças nas preferências dos viajantes e a ampliação das oportunidades de investimento
Um novo relatório sobre o panorama do turismo de luxo em cinco importantes mercados latino-americanos — Brasil, Colômbia, Costa Rica, México e República Dominicana, realizado pela Hyatt Inclusive Collection — revela um forte crescimento do setor, mudanças nas preferências dos viajantes e a ampliação das oportunidades de investimento, especialmente no segmento de luxo em desenvolvimento no Brasil.
O setor de turismo de luxo continua a evoluir no Brasil, com o viajante típico de alto padrão sendo identificado como uma mulher entre 30 e 49 anos que prioriza bem-estar, cultura e gastronomia. Esse público prefere acomodações 4–5 estrelas que ofereçam atendimento personalizado, conexão emocional e experiências exclusivas baseadas em narrativas.
Mercado em expansão
Apesar de ser a maior economia da região, o Brasil continua sendo o mercado de hospitalidade de luxo menos consolidado, com hotéis independentes representando 60% da oferta total e com investimentos fortemente concentrados nas regiões Sudeste e Sul.
O país ficou em segundo lugar entre os maiores destinos de IDE global no primeiro semestre de 2024, atraindo US$ 32 bilhões, segundo dados da OCDE. O investimento estrangeiro relacionado ao turismo alcançou US$ 360 milhões em 2024, superando significativamente os números de 2023, de acordo com o Ministério do Turismo.
A chegada de visitantes internacionais também está acelerando. O Brasil recebeu mais de seis milhões de turistas estrangeiros em 2024, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.
Crescimento do segmento de luxo
Segundo o Ministério do Turismo, o setor de turismo brasileiro gerou um recorde de R$ 207 bilhões (aproximadamente US$ 37 bilhões) em 2024, com os viajantes internacionais respondendo por um quinto desse total — o maior nível em 15 anos.
O segmento de luxo permanece particularmente promissor. Avaliado em R$ 80 bilhões (aproximadamente US$ 14,4 bilhões) em 2023, ele deve atingir R$ 130 bilhões (aproximadamente US$ 23,4 bilhões) até 2030, segundo a Bain & Company.
Destinos voltados para a natureza são particularmente fortes: segundo a Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), hotéis em áreas rurais e naturais registram taxas anuais de ocupação superiores às de seus equivalentes litorâneos ou urbanos.
Sustentabilidade e comunidade
A sustentabilidade também está moldando o comportamento do mercado: 64% dos hotéis de luxo e 80% dos operadores turísticos apoiam iniciativas comunitárias.
Apesar dessas barreiras, a posição do Brasil está se fortalecendo. Entre 2015 e outubro de 2024, o país ficou em terceiro lugar na América Latina e no Caribe em projetos greenfield anunciados para o turismo, totalizando USD 1,49 bilhão em 50 empreendimentos. O turismo agora representa 8% do PIB nacional, sinalizando forte potencial de médio prazo para o desenvolvimento de luxo e alto padrão.
A análise destaca Brasil e Colômbia como mercados emergentes no setor, com grande potencial devido à sua localização e ofertas culturalmente atrativas — um aspecto altamente valorizado pelos viajantes globais atualmente.






