O atleta brasileiro de highline Rafael Bridi acaba de concluir uma travessia inédita sobre o Salto Ángel, na Venezuela, a maior cachoeira do mundo. A linha foi instalada a 1.008 metros de altura, após uma expedição de seis dias pela selva, e pode se tornar o highline mais alto já realizado sobre uma cachoeira.
A travessia de 148 metros, instalada no topo do Auyán-Tepui após uma expedição de seis dias pela selva venezuelana, marca o retorno do atleta brasileiro a projetos extremos e é o highline mais alto da história feito sobre uma cachoeira.
A linha de 148 metros, batizada de Amanöm, palavra do povo indígena Pemón que significa a mais bonita, foi instalada no topo do Auyán-Tepui após uma expedição de seis dias pela selva venezuelana. A travessia pode se tornar um novo recorde mundial na categoria de highline mais alto já realizado em uma cachoeira.
Uma expedição internacional
A expedição reuniu um grupo internacional de highliners e montanhistas, com forte participação de atletas alemães. Ao lado de Rafael Bridi, integraram a equipe Lukas Irmler, Jens Decke, Karl Schrader, Valentin Rapp e Antonia Rüede-Passul.
Todo o equipamento foi transportado nas mochilas, com o apoio fundamental de guias locais e carregadores do povo Pemón, que fizeram parte ativa da expedição, contribuindo para a navegação, a logística e as decisões em campo.
O objetivo era ousado: não apenas repetir as travessias históricas realizadas ali em 1988 e 2015, mas criar uma linha mais exposta, mais longa e com maior altura vertical.
A travessia
A travessia, realizada entre 21 e 23 de outubro, marcou o retorno de Bridi aos projetos de alto impacto e às tentativas de recorde mundial.
O projeto também marca o início da produção de um documentário que apresentará os bastidores da expedição com ângulos inéditos da cachoeira, as decisões técnicas, a cultura local e o impacto emocional vivido por cada membro da equipe.






