Associação chama atenção para insegurança alimentar, falta de controle sanitário e responsabilidade coletiva dos consumidores nas praias de Florianópolis
A presença crescente de ambulantes ilegais nas orlas de Florianópolis, especialmente durante a alta temporada, vai muito além de um problema de ordenamento urbano. Trata-se de uma questão direta de saúde pública, segurança alimentar e responsabilidade coletiva. É com esse olhar que a AVANTE Jurerê se posiciona de forma firme e educativa, buscando conscientizar moradores, turistas e frequentadores das praias sobre os riscos envolvidos nesse tipo de consumo.
De acordo com o presidente da AVANTE Jurerê, Rodrigo Marques, a comercialização irregular de alimentos e bebidas expõe a população a sérios perigos sanitários. Produtos vendidos sem qualquer fiscalização podem estar armazenados de forma inadequada, fora da temperatura ideal, sem procedência conhecida e manipulados sem condições mínimas de higiene — um cenário propício para contaminações, intoxicações alimentares e a disseminação de doenças.
“O problema não está apenas em quem vende, mas também em quem compra. Enquanto houver demanda, o comércio ilegal continuará ocupando as praias. É uma escolha que impacta diretamente a saúde das pessoas”, alerta Marques.
Ausência de controle sanitário
Outro ponto crítico é a ausência total de controle sanitário. Diferentemente dos estabelecimentos regularizados, os ambulantes ilegais não passam por fiscalização da Vigilância Sanitária, não possuem alvarás, não seguem normas de segurança alimentar e tampouco respondem por eventuais danos causados aos consumidores. Na prática, quem consome assume todos os riscos — muitas vezes sem perceber.
Além da questão sanitária, Marques é enfático que o comércio ilegal contribui para a desorganização dos espaços públicos, dificulta o trabalho de fiscalização, gera concorrência desleal com comerciantes regularizados e impacta negativamente a experiência urbana e turística da cidade.
Escolhas conscientes para preservar Florianópolis
“Florianópolis é reconhecida internacionalmente por belas praias e qualidade de vida. Manter esse padrão exige escolhas conscientes. Comprar de vendedores ilegais pode parecer inofensivo, mas os efeitos são coletivos e profundos”, reforça Marques.
A AVANTE Jurerê destaca que a responsabilidade pela manutenção da ordem e da saúde pública é compartilhada: cabe ao poder público fiscalizar e coibir as irregularidades, mas também aos cidadãos fazerem escolhas que protejam a si mesmos e à coletividade.






