O Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB/m²) em Santa Catarina registrou alta de 0,22% no segmento residencial e 0,20% no comercial em janeiro de 2026, índice para ser usado em fevereiro. O dado mais sensível do mês, no entanto, não está no percentual geral, mas nos insumos: o bloco cerâmico teve aumento expressivo de 5,62% e liderou as pressões de custo no período. O levantamento é do Sinduscon Grande Florianópolis.
No acumulado de 12 meses, o CUB soma alta de 4,07% no residencial e 3,72% no comercial, indicando uma curva de elevação moderada, porém constante, nos custos do setor.
Entre os componentes que formam o índice residencial médio, os maiores avanços vieram de materiais (+0,44%), custos administrativos (+0,43%) e equipamentos (+0,33%). A mão de obra teve variação bem menor no mês (+0,06%), o que ajuda a explicar por que a pressão veio principalmente dos insumos. Além do bloco cerâmico, também registraram alta o vidro liso (+1,43%) e a bancada de pia de mármore (+1,24%).
Na outra ponta, alguns itens ajudaram a segurar o índice: tubo de ferro (−0,74%), registro de pressão (−0,70%) e chapa compensada (−0,45%) apresentaram queda de preços no período.
Mão-de-obra
No CUB residencial médio, a parcela de mão de obra ficou em R$ 3.019,26 com encargos sociais, variação de +0,22% no mês, e R$ 2.814,09 na condição desonerada (+0,23%).
Já no CUB comercial médio, a mão de obra totalizou R$ 3.222,03 com encargos sociais (+0,20%) e R$ 2.996,45 na condição desonerada (+0,21%).
Termômetro obrigatório do setor
O CUB é o índice oficial utilizado nos registros de incorporação imobiliária e serve como principal referência para medir a variação real dos custos da construção civil. Para construtoras, incorporadoras, investidores e projetistas, o indicador funciona como um termômetro mensal do comportamento do mercado.
Criado em 1980, o Sinduscon Grande Florianópolis representa a indústria da construção civil na região e é responsável pelo cálculo e divulgação mensal do índice em Santa Catarina.






