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Dia de luta pela saúde da mulher é marco histórico na trajetória do HU-UFSC

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Nos últimos anos, hospital adotou série de medidas visando ao parto seguro e redução da mortalidade materna

FLORIANÓPOLIS (SC) – O mês de maio tem uma data importante para a área de saúde: o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, 28 de maio. Trata-se de uma campanha que tem forte repercussão no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculado à rede HU Brasil, onde uma série de ações voltadas para este tema consolida a trajetória de uma maternidade que é referência em gestação de alto risco e em métodos humanizados de parto e acompanhamento pós-parto.

Um dos destaques do HU-UFSC é justamente a taxa de cesariana, que foi de 33,73%, abaixo da meta pactuada no Instrumento Formal de Contratualização (IFC), de 38%, e abaixo da meta do Acordo Organizativo de Compromissos, de 34,6%, mesmo considerando que a maternidade atende casos de alto risco. A maternidade do HU-UFSC registrou 1.681 nascimentos, dos quais 567 foram por cesárea em 2025. Com uma média de 140 partos por mês, a unidade registrou apenas um óbito materno, em dezembro de 2025.

“Em relação à rede de hospitais universitários, o desempenho da maternidade tem se mostrado bastante positivo, especialmente considerando o perfil de alta complexidade assistencial da unidade, os indicadores monitorados pela rede e o fato de sermos referência estadual em medicina fetal, o que traduz o empenho das equipes na qualificação contínua da assistência”, destacou a enfermeira obstétrica e chefe da Unidade de Atenção à Saúde da Mulher, Franciane Zabloski Vieira.

Gestora fala das medidas adotadas

Segundo ela, essa taxa considerada baixa para o padrão nacional é resultado de uma série de fatores, como atuação multiprofissional qualificada, incentivo ao parto vaginal seguro, discussão contínua dos indicadores, fortalecimento das boas práticas obstétricas, qualificação dos fluxos assistenciais e compromisso institucional com a segurança materno-infantil.

“Também é importante destacar que a maternidade possui uma trajetória consolidada na assistência humanizada, na formação em serviço e na atuação como hospital de ensino, o que fortalece práticas assistenciais baseadas em evidências e na qualificação contínua do cuidado”, ressaltou a chefe da unidade que engloba a maternidade, incluindo emergência obstétrica, centro obstétrico, alojamento conjunto, gestação de alto risco, ginecologia, mastologia e medicina fetal.

Medidas tomadas ao longo dos anos

Ela explicou que ao longo dos anos a maternidade do HU-UFSC vem adotando medidas como qualificação da assistência ao pré-natal de alto risco, fortalecimento da medicina fetal, atuação multiprofissional no centro obstétrico, uso de protocolos assistenciais, incentivo às boas práticas no parto e nascimento, vigilância dos indicadores, discussão de casos graves e organização dos fluxos de urgência e emergência obstétrica.

Recentemente, também vêm sendo fortalecidas ações relacionadas à classificação de risco, melhoria dos fluxos da emergência obstétrica, implantação e discussão de instrumentos de segurança assistencial, qualificação da sala vermelha obstétrica e monitoramento contínuo dos indicadores.

A maternidade também integra uma cooperação técnica com a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, juntamente com outros 25 hospitais da rede HU Brasil, voltada à qualificação da assistência obstétrica e neonatal.

Franciane Vieira explicou que a mortalidade materna é um dos indicadores mais sensíveis da qualidade da assistência obstétrica. No HU-UFSC, os casos são acompanhados de forma criteriosa, com análise institucional, discussão em comissões e implementação de medidas de melhoria. “Mais do que representar apenas um número, esse indicador orienta ações de prevenção, qualificação dos fluxos e fortalecimento da segurança assistencial, especialmente em um hospital que atende casos de alta complexidade materna e fetal”, acrescentou.

Reorganização de fluxos no município

Ela acrescentou que recentemente houve uma reorganização dos fluxos obstétricos no município de Florianópolis, respeitando a capacidade instalada de cada maternidade e contribuindo para maior segurança assistencial, redução de episódios de superlotação e qualificação do ensino e da assistência. Com isso, houve redução do número de partos nos últimos anos, considerando o contexto estrutural e assistencial da maternidade.

Inaugurada em outubro de 1995, a maternidade do HU tem um projeto de reforma do Centro Obstétrico previsto no Novo PAC, atualmente em etapa preparatória da licitação. “Isso representa uma importante perspectiva de modernização da estrutura e qualificação da assistência prestada”, afirmou a chefe da unidade, que conta com aproximadamente 180 trabalhadores, entre profissionais de enfermagem, equipe médica, residentes e demais categorias envolvidas no cuidado materno-infantil.

Sobre a HU Brasil 

O HU-UFSC faz parte da Rede HU Brasil desde março de 2016. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.