O Pátio Milano, no Centro de Florianópolis, tem se consolidado como endereço de cultura fora dos espaços tradicionais. Com fluxo médio de cerca de 1.800 pessoas por dia, o complexo recebe exposições, música ao vivo, oficinas e encontros com artistas — na mesma linha apontada pela pesquisa Hábitos Culturais 2025, do Observatório Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha.
O estudo mostra que 84% dos brasileiros participaram de alguma atividade cultural presencial nos 12 meses anteriores. Ao mesmo tempo, quatro em cada dez nunca fizeram isso no próprio bairro ou em regiões próximas de onde vivem. Distância e concentração dos equipamentos culturais aparecem entre os fatores que ajudam a explicar as diferenças de acesso.
É nesse intervalo entre a programação cultural e a rotina da cidade que o Pátio Milano aposta: exposições, apresentações em centros comerciais e oficinas em espaços gastronômicos levam arte a quem já circula pelo Centro. Exemplos recentes incluem a exposição dos artistas visuais Fernando e Velmo Teixeira — pai e filho, com trabalhos inspirados em paisagens e referências de Santa Catarina — e o espetáculo gratuito “Eu Só Quero Amar”, com Ed1000sons revisitando Tim Maia e o soul brasileiro.
“Quando a arte ocupa espaços de convivência, ela encontra pessoas que talvez não tivessem planejado visitar uma exposição naquele dia. É uma forma de aproximar o público das artes visuais e, ao mesmo tempo, abrir espaço para que artistas locais apresentem seus trabalhos”, afirma Fernando Teixeira.
A programação inclui ainda o Arte & Vinho, que reúne oficinas de pintura e gastronomia, além de apresentações musicais ao longo do ano. Para Paty Alves, gerente de marketing do Pátio Milano, a proposta é reunir públicos diferentes no mesmo endereço: “A cultura tem esse poder de criar encontros e novas formas de olhar para a cidade. Quando abrimos espaço para artistas, músicos e projetos locais, também criamos oportunidades para que essas produções cheguem a pessoas que talvez não tivessem contato com elas em outros lugares.”
Entre os motivos citados na pesquisa para participar de atividades presenciais estão lazer, diversão, convivência, conhecimento e busca por novas experiências. Em edição anterior da série (2023), convivência e interação lideraram, com 28% das menções.
Por que Florianópolis aparece como exemplo de cultura fora dos museus?
Porque espaços de convivência como o Pátio Milano, no Centro, levam exposições, música e oficinas para quem já circula pela cidade — cerca de 1.800 pessoas por dia no complexo. A pesquisa Hábitos Culturais 2025 (Observatório Fundação Itaú/Datafolha) mostra alta participação cultural presencial no país (84%), mas também que 4 em cada 10 nunca fizeram isso perto de casa, o que reforça o papel desses endereços cotidianos.
Em resumo
- Pátio Milano (Centro de Florianópolis) recebe cultura com fluxo médio de ~1.800 pessoas/dia.
- Hábitos Culturais 2025: 84% dos brasileiros fizeram atividade cultural presencial no último ano; 4 em 10 nunca no próprio bairro.
- Cases recentes: exposição Fernando e Velmo Teixeira e show gratuito Ed1000sons (Tim Maia).
- Programação inclui Arte & Vinho, oficinas e música ao vivo.
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