O prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior, concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira,10, sobre a paralisação dos motoristas e cobradores do transporte coletivo da Capital. Segundo a Prefeitura, a greve já prejudicou, direta ou indiretamente, cerca de 450 mil pessoas. O chefe do Executivo Municipal classificou como ‘’irresponsabilidade social gigantesca’’ a decisão de paralisar os ônibus e garantiu que não haverá reajuste nas tarifas. Os trabalhadores querem redução da jornada de trabalho, com intervalo proporcional à reivindicação, e ganho real de salário.
De acordo com o prefeito, ainda na tarde desta segunda será encaminhado à Justiça do Trabalho o laudo elaborado pela Prefeitura demonstrando que as empresas e o sindicato dos trabalhadores não cumpriram a decisão judicial que estabeleceu 100% da frota nos horários de pico. A atitude foi classificada pelo prefeito como um ‘’deboche’’ à Justiça. Na assembleia realizada na noite deste domingo, 9, no Centro da cidade, pelos trabalhadores, a intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT) numa greve que sequer havia sido deflagrada oficialmente foi duramente criticada pelos sindicalistas.
O prefeito concluiu a entrevista coletiva afirmando que “a Prefeitura vai cumprir seu papel de fiscalizar as empresas concessionárias do serviço público e defender o interesse da população”.
Entenda
A paralisação dos trabalhadores do transporte público foi definida por unaninimidade em assembleia realizada na noite de domingo. O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis (SETUF) ofertou oficialmente aos trabalhadores uma reducação de 10 minutos na jornada de trabalho, de 6h20 para 6h10, a partir de 1/5/2014, reposição salarial da inflação a partir de 1/8 deste ano e aumento de R$ 10 (de R$ 450 para R$ 460) no vale-alimentação, sendo que em agosto os trabalhadores receberiam R$ 490 por conta do retroativo de maio a julho. Na assembleia, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb) considerou a proposta uma “provocação”.
Mais cedo nesta segunda-feira, a Prefeitura lançou uma nota sobre a decisão dos trabalhadores de iniciar movimento grevista:
1 – A prefeitura espera serenidade, bom senso e sensibilidade das partes envolvidas (sindicatos das empresas e dos trabalhadores) a fim de encerrar o quanto antes a paralisação, minimizando os transtornos à população e também os prejuízos ao comércio;
2 – A prefeitura vai exercer com todo vigor seu papel de fiscalizadora das empresas concessionárias do serviço de transporte coletivo, com objetivo de verificar se estão sendo plenamente atendidas as exigências estipuladas pela Justiça do Trabalho;
3 – A prefeitura vai lançar mão de todas as ações legalmente previstas a fim de garantir que sejam assegurados todos os direitos dos usuários do transporte coletivo enquanto durar o movimento grevista;
4 – A atual administração reitera que não vai conceder reajuste na tarifa do transporte coletivo no corrente ano.
Transporte alternativo
A Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais vai disponibilizar cerca de 200 vans e micro-ônibus do serviço de turismo e escolar, distribuídos em cinco pontos da cidade.
Todas partem do centro em direção aos bairros entre às 6h e 23h. A condução terá dois valores: R$ 5 e R$ 7.
Os veículos que vão para o Continente saem da frente do Terminal Rodoviário Rita Maria, com o custo de R$ 5,00. Os que têm destino ao Centro-Leste da Ilha, partem da parada de ônibus localizada embaixo da passarela da Avenida Paulo Fontes. Será cobrado R$ 5,00 de quem desembarcar até o ponto do Morro da Lagoa e R$ 7,00 para quem descer nas paradas posteriores. As pessoas que vão ao Norte da Ilha devem embarcar em frente ao camelódromo do TICEN. O camelô defronte ao Terminal Cidade de Florianópolis será o ponto do moradores do Sul. Ambas as viagens terão o custo de R$ 7,00.






