Consumidor sentirá reajuste na tarifa de energia em 2015, afirma representante da Celesc

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Os consumidores devem sentir a partir de 2015 os impactos da ajuda que o governo vem repassando às empresas do sistema elétrico desde o fim de 2012. A informação é do chefe do Departamento de Regulação da Celesc, Vanio Moritz, que participou de reunião da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), na tarde desta terça-feira, 29.

Segundo Moritz, apenas em 2013 foram repassados R$ 13,3 bilhões às empresas, através da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Estes aportes podem, segundo estudo da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica, ampliar os reajustes em até 11 pontos percentuais por cinco anos.
Para minimizar a situação, a Celesc se reuniu há 45 dias com grandes consumidores industriais com o objetivo de incentivar a racionalização do uso da energia.

O industrial aproveitou a reunião para entregar à estatal um estudo comparativo das tarifas de energia pagas pelas indústrias de Santa Catarina e dos demais Estados do Sul e Sudeste. Segundo o levantamento, a indústria catarinense paga para a Celesc, desde 2010, tarifas médias superiores às cobradas por Copel, Rio Grande Energia, AES-Sul, CEEE-D e TM Brasil.

A SC Gás também participou da reunião, onde apresentou o panorama do consumo de gás no Estado e as perspectivas de ampliação do fornecimento, uma demanda do setor industrial.

Fechando a programação, os diretores de Gás Natural e Inteligência de Marcado da Ecom Energia fizeram apresentações sobre as perspectivas para o mercado de energia elétrica e gás natural no Brasil.