O Ministério Público do Tribunal de Contas de Santa Catarina (MPTC) repassou ao Deolhonailha os dados da auditoria realizada nas obras da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. O órgão analisou todos os contratos disponíveis desde que foram iniciados os trabalhos de reforma da estrutura, em 1982, quando ela foi interrompida para o tráfego de veículos: o valor total chega a R$ 563,5 milhões, somados os 16 contratos celebrados para a revitalização do monumento.
O documento deixa claro que mesmo com o excessivo gasto, a população não teve nenhum retorno. O MPTC também pede que o poder público estadual comunique os moradores do entorno da ponte sobre os riscos da queda e colapso que envolvem a estrutura. O MPTC solicita que seja feito um plano de catástrofe, "determinando procedimentos emergenciais, distribuindo tarefas e providenciando o treinamento dos possíveis envolvidos".
Por fim, o MPTC pede a responsabilização dos gestores públicos envolvidos nos diversos contratos celebrados desde 1982 e a devolução de R$82,4 milhões referentes aos dois últimos anos de obras no local. Atualmente a ponte passa pelas obras de construção da chamada ponte segura – estrutura que vai garantir a sustentação da ponte Hercílio Luz durante a restauração completa do monumento. O serviço é executado pela Empa S.A Serviços de Engenharia, pertencente ao grupo português Teixeira Duarte.






