Secretaria de Saúde de Florianópolis divulga mitos e verdades sobre a Gripe A

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A Secretaria de Saúde de Florianópolis divulgou uma nota nesta quinta-feira, 14, com mitos e verdade sobre a Gripe A. 

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado confirmou para o próximo dia 25 o início da campanha de vacinação contra a Influenza, sendo 30 de abril o dia "D" de mobilização nacional para intensificação da vacinação para todos os grupos.

 As doses já vão proteger contra os vírus influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e B. Todos os centros de saúde da Capital irão oferecer a vacina.

Confira os mitos e verdades: 

– É preciso que todas as pessoas procurem se vacinar contra a gripe, mesmo as que não estão relacionadas no grupo preconizado pelo Ministério da Saúde?

Não. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade alerta que a corrida da população a farmácias e hospitais para aquisição de medicamento e vacina contra o vírus pode ser substituída por simples cuidados. A vacinação é oferecida pelo governo aos grupos que são considerados com risco maior de desenvolver algum tipo de complicação. Pessoas saudáveis tendem a não ter complicações com a gripe.

 – A gripe causada por H1N1 mata mais do que as outras?

Não. Ela mata igual à gripe comum. Em Santa Catarina, por exemplo, todos os óbitos por gripe ocorreram com pessoas que tinham a saúde mais frágil ou outras doenças concomitantes.

 – Todos devem usar o medicamento Tamiflu em caso de gripe?

Não. Os remédios apenas aliviam os sintomas da doença. Para tratar a dor e a febre deve-se dar preferência ao paracetamol ou dipirona. Para nariz entupido e coriza pode ser usado soro fisiológico nas narinas várias vezes ao dia. O Tamiflu deve ser usado apenas se for recomendado pelo médico.

 – Todas as pessoas correm risco de ter complicações por causa da gripe?

Não. Há maior risco de complicações em crianças com menos de 2 anos, adultos com mais de 60-65 anos, pessoas que vivem em asilos ou instituições de saúde, doentes crônicos (diabéticos mal controlados, pessoas com problemas pulmonares ou cardíacos, portadores de HIV com baixa imunidade, por exemplo), gestantes e puérperas.

 – As pessoas devem procurar as unidades de pronto-socorro?

Nem sempre. Os centros de saúde devem ser procurados nos casos em que a febre persistir por mais de três dias e se houver abatimento, dificuldade para respirar, vômitos e diarreia sem melhora, inchaço nas juntas ou muita dor que não alivia com medicação e se os sintomas não estiverem melhorando ou durarem mais de 7 a 10 dias seguidos.

 – O uso de máscara é recomendado para prevenção?

Não. Máscaras feitas de feltro e tecido têm vida útil de quinze minutos. Depois disso, elas já não têm mais eficácia. Ficam úmidas com a respiração e os poros do material vão abrindo. É como se não estivesse usando uma.