Show de Adriana Calcanhoto em Florianópolis dia 21 de setembro

VariedadesShow de Adriana Calcanhoto em Florianópolis dia 21 de setembro

Roda de Timbau Floripa tem oficina gratuita com María Paz neste sábado (26)

Oficina gratuita de timbau com a percussionista chilena María Paz neste sábado (26), das 15h às 16h45, no Instituto Arco Íris, Centro de Florianópolis.

Exposição Movimento Nara Evangeline de Renata Gordo abre em 8 de outubro em Florianópolis

Renata Gordo inaugura “Movimento Nara Evangeline” em 8/10 na Galeria Pedro Paulo Vecchietti, no Centro de Florianópolis, em diálogo com Nara Guichon.

Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis começa com ação para 45 mil alunos

Mostra das Escolas abre a 25ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis nesta sexta (25); meta de mais de 45 mil alunos com sessões gratuitas.

Festival Som em Movimento encerra circuito 2026 no Shopping Itaguaçu neste sábado (26)

Última etapa do Festival Som em Movimento, do SESI CULTURA/SC, é sábado (26), às 15h, na praça de alimentação do Shopping Itaguaçu, em São José; entrada gratuita.

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Artista faz dois shows – um em Criciúma e outro em Florianópolis nos dias 20 e 21 de setembro

Depois do semestre de aulas em Coimbra e do lançamento do álbum Margem em Portugal e no Brasil, Adriana Calcanhotto estreia a nova tour e mais uma vez, vem se dar ao mar como imagem. 

A Artista vem a Santa Catarina para dois shows, em Criciúma no dia 20 de setembro no Teatro Elias Angeloni e em Florianópolis no dia 21 de setembro no Teatro Da UFSC. Ingressos disponíveis em Ingresso Nacional para Criciúma e Florianópolis. 

Adriana Calcanhotto assina a direção do espetáculo de lançamento de seu novo álbum, Margem, lançado em junho de 2019. A banda que a acompanha é formada pelos mesmos músicos que tocaram e co-produziram com ela o seu mais recente trabalho de estúdio. Rafael Rocha (mpc, bateria, percussão, Handsonic, assovio), Bruno Di Lullo  (baixo e synth) e Bem Gil (guitarra e synth), os dois últimos estiveram com Calcanhotto na turnê A Mulher do Pau Brasil que rodou o Brasil no segundo semestre de 2018. 

“Eles são compositores, são parceiros, são amigos, tocam na mesma banda, me ajudaram a produzir o disco, são gatos, como não os levaria pela estrada a fora?”, derrete-se a artista.

O repertório do novo show tem como esqueleto as canções do novo álbum, Margem, resgata músicas de Maritmo e Maré, os outros dois discos da trilogia marinha (como “Mais Feliz”, “Vambora”, “Quem vem pra beira do mar”), além de sucessos da carreira de Adriana, como “Esquadros” e “Maresia” canções arranjadas especialmente para o espetáculo, como ‘Futuros amantes”, de Chico Buarque, de 1993, que a cantora gravou como faixa exclusiva para a versão japonesa do álbum Margem. “Canção irmã de “Os ilhéus”, apontam as duas para muito tempo depois de nossa civilização, e apostam as duas no amor e na virtude como humanidades sobreviventes aos tempos. Não saberemos. As duas canções irmãs só se encontram no palco (e no disco japonês) e em sequencia. É dos momentos mais fortes do show, pra mim, no sentido do quanto uma canção pode exigir de nós em termos da nossa capacidade de rendição à beleza. Será que um dia Copacabana será a nova Atlântida? Chico Buarque é quem sabe”, especula a compositora.

“No primeiro ensaio olhei para a banda e falei “vamos fazer um luau”. Esse foi o primeiro sentimento. Luaus dependem da força do vento, do tempo que ele sopra numa só direção, da maré, e esse show é assim; completamente dependente do mar. Com os ensaios porém, fui percebendo que o emaranhado de textos do roteiro, que tem muitos ecos e referências literárias, foi se superpondo à ideia de luau, que é a princípio menos complexo. Os arquétipos marinhos foram dando as caras, a meu ver em função da sonoridade que alcançamos tocando juntos tanto tempo depois das gravações do disco. O som do show não quis ser o som do disco, o universo timbrístico teve que se expandir pra conter as canções da trilogia e mais as outras todas e isso era previsto mas o som do show resultou mais relaxado, mais vagabundo. Interessante foi notar as ligações que as canções começaram a fazer entre si independentemente da minha ação. De certa forma, fui observando o roteiro se fazer a si próprio, maneira inteiramente nova pra mim de conceber um espetáculo.

 

 “O irresitivel canto da sereia”

La Nación,2008

“Minha relação com o mar vem se aprofundando. Por causa da minha relação com o mar físico, concreto, que foi um dos motivos que me levaram a escolher o Rio de Janeiro pra morar, por exemplo, fui adentrando o mundo do mar metafórico, da literatura de mar, dos autores que escreveram sobre o mar, em prosa ou verso, enfim, essa tradição da literatura de mar, sobretudo portuguesa”

Adriana Calcanhotto in Maré, 2008

"O espetáculo é onde as águas da trilogia se encontram, uma espécie de pororoca de água salgada”  

Adriana Calcanhotto in Margem 2019