Uma faixa no lugar do mar

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Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

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Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

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Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

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Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

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Uma faixa azul de três quilômetros de extensão pintada no chão chamou a atenção de quem passou pelo centro de Florianópolis no fim de semana.

A intervenção, que muitos pensaram ser uma homenagem ao Avaí, se trata, na verdade, de um trabalho chamado Caminho das Águas, cujo objetivo é destacar o antigo limite entre a terra e o mar na Capital, antes da construção do aterro da Baía Sul.

A obra é uma iniciativa do artista plástico mineiro Piatan Lube, que já fez algo semelhante em Vitória, onde vive. O trabalho, feito no sábado, reuniu mais de 20 pessoas, que usaram tinta acrícilica à base de água.

– A chuva e o fluxo de pessoas devem apagar a faixa em três meses – garante Lube.

A pintura atiçou a curiosidade de moradores e comerciantes das redondezas. Ontem, ao passar por ali, alguns apostavam que era coisa da torcida organizada Mancha Azul, para marcar o bom ano do Avaí. Outros imaginavam se tratar de algo relacionado com o mar, sem perceber que era ali, bem próximo ao Mercado Público, que o oceano batia na época em que a ilha mantinha seus contornos originais.

A funcionária de lanchonete Alcionete Vieira Borges, 27 anos, só descobriu o significado da intervenção porque um homem entrou em seu estabelecimento para lavar as mãos sujas de tinta e revelou se tratar de um trabalho de conscientização. Uma ação para criticar o aterro, em outras palavras. De fato, a intenção de Lube, que tem 24 anos, vai além da pura arte.

– É poesia e é protesto – diz, acrescentando que sua ideia também foi resgatar a identididade da ilha.

Antes da pintura, o artista diz ter feito um minucioso trabalho de pesquisa para desvendar o exato limite da margem oceânica. Na quarta-feira, ele volta ao local para retocar a obra. A intervenção é fruto de um projeto premiado pelo edital de Arte e Patrimônio do Iphan.

(DC, 23/11/2009)