O campeonato catarinense mais difícil da história

EsportesO campeonato catarinense mais difícil da história

IRONMAN 70.3 Florianópolis: atletas da elite feminina falam sobre a primeira prova só de mulheres às vésperas da largada

Na coletiva deste sábado (17), em Jurerê Internacional, Djenyfer Arnold, Vittoria Lopes, Mikelle Coelho e as francesas Julie Iemmolo e Léa Riccoboni falaram sobre visibilidade e estratégia para a prova de domingo (18), que larga às 5h45.

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

LIDE SC em São José: Décio da Silva, da WEG, detalha governança familiar e defende separar acionista e executivo

No encontro do LIDE Santa Catarina na Energiluz, nesta sexta-feira (16), o presidente do Conselho da WEG explicou como funciona a WPA e o conselho de família; painel reuniu Koerich, Docol, Ábaco, Herval, Nexti e Cota Real.

CODEPLAN inicia PPP de iluminação pública e cidades inteligentes para oito municípios do Planalto Norte

Reunião de abertura em Mafra, nesta sexta-feira (16), reuniu prefeitos, BRDE e o Consórcio Pontos de Luz; a previsão é de cerca de 18 meses até o leilão da concessão.

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Francisco José Battistotti – Presidente da Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina

 

Com quase nove meses de duração, interrompido três vezes, sem torcida nas arquibancadas, o Campeonato Catarinense de Futebol, que terminou ontem à tarde com a conquista do título de campeão pela Chapecoense, foi um dos mais longos e mais difíceis da história. No entanto, apesar da pandemia, foi realizado e concluído. Mérito coletivo – das entidades que comandam o futebol, dos dirigentes de clubes, dos governos Estadual e Municipais, das equipes médicas, das comissões técnicas, dos jogadores e funcionários dos clubes, das torcidas e dos profissionais da imprensa. É um feito do qual devemos nos orgulhar porque saímos, todos nós, vencedores. Cada qual do seu jeito, na sua função, tem enfrentado com coragem os desafios que a vida nos impôs neste ano.

Nenhuma decisão foi tomada de improviso ou por impulso – isso não significa que não houve erros – mas tentamos equilibrar os pontos de vista e, na grande maioria das vezes, conseguimos construir consensos. Uma das características mais marcantes dos seres humanos é a capacidade de se adaptar e superar desafios e nós, neste ano histórico e inesquecível, superamos vários, sempre de cabeça erguida.
 

Com critérios rigorosos de saúde, realizamos muito mais que mil testes nos jogadores, comissão técnica e demais colaboradores para detectar a presença do novo Coronavírus. Fizemos o que parecia impossível: retomamos o show do futebol, preservando, ao máximo, a integridade de todos. Neste sentido, marcamos um gol de placa, como diria o saudoso jornalista Joelmir Beting, o inventor dessa expressão que virou um bordão brasileiro.
 

Poucas coisas no mundo agregam como o futebol. Não há esporte que mexa tanto com as emoções e mobilize um número tão grande de pessoas. Este amor pelo esporte – amor que agrega, inspira e nos faz mais felizes – é uma das coisas mais bonitas da vida. Há, é lógico, aqueles que confundem amor com fanatismo cego e usam o futebol apenas para extravasar ódios e frustações. Estes, ainda bem, são uma minoria. A maioria tem o amor autêntico e entende que futebol, quando bem jogado, é também uma arte – a arte mais popular do mundo.
 

Impossível não falar, é claro, dos amigos e dos profissionais valorosos que perdemos para a Covid-19. Eles serão lembrados para sempre, por tudo que fizeram na vida pessoal e profissional. Em memória deles, seguimos em frente, fazendo o nosso trabalho e cumprindo a nossa missão. Por eles, seguiremos torcendo pelo futebol e pela vida.