Wilhelm Hirsch e Romina Biagioli ficaram com o lugar mais alto do pódio. Pâmella Oliveira foi vice no feminino, enquanto Fernando Toldi terminou em quarto lugar no masculino.

24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil
(Fabio Falconi/Unlimited Sports)

24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil
(Fábio Falconi/Unlimited Sports)

24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil
(Fabio Falconi/Unlimited Sports)

24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil
(Fabio Falconi/Unlimited Sports)

24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil
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Florianópolis (SC) – O 24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil teve domínio internacional neste domingo, em Jurerê Internacional. O alemão Wilhelm Hirsch conquistou o título da elite masculina, enquanto a argentina Romina Biagioli brilhou em sua estreia na distância IRONMAN para vencer a disputa feminina. Hirsch completou o percurso em 7h32min25s, enquanto Romina marcou 8h45min24s.
O Brasil comemorou o vice-campeonato de Pâmella Oliveira, vencedora das quatro últimas edições, que, apesar de uma grande recuperação na maratona, não conseguiu alcançar o quinto título consecutivo. A brasileira terminou com o tempo de 8h46min46s. No masculino, Fernando Toldi foi o melhor atleta nacional ao cruzar a linha de chegada na quarta colocação, com 7h44min19s.
A principal prova de triatlo de longa distância da América Latina reuniu mais de dois mil atletas de 26 países e proporcionou disputas emocionantes ao longo dos 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida.
Na prova feminina, a vitória de Romina teve um significado especial. Acostumada às distâncias menores do triatlo, a argentina encarou pela primeira vez o desafio de um IRONMAN e mostrou maturidade para administrar o esforço durante toda a jornada até a linha de chegada.
“Consegui manter os números que havia planejado e, quando comecei a correr, não sabia exatamente o que esperar. Sei que a corrida é o meu ponto forte, mas tinha dúvidas sobre como meu corpo responderia depois dos 30 quilômetros”, explicou a campeã.
A conquista foi construída sob forte pressão da brasileira Pâmella Oliveira, que permaneceu na disputa durante toda a maratona e obrigou a argentina a manter a concentração até os metros finais.
“Eu sabia da experiência da Pâmella e nunca me senti completamente segura. Toda vez que eu olhava, ela continuava próxima. Por isso, nem toquei o sino da última volta. Tinha receio de comemorar antes da hora. Só acreditei realmente quando cruzei a linha de chegada”, afirmou.
Romina também destacou a escolha de Florianópolis para sua estreia na distância. Segundo ela, a tradição da prova e a familiaridade com o Brasil pesaram na decisão.
“Escolhi Florianópolis porque muitas pessoas me falaram da qualidade da prova. Além disso, há muitos argentinos competindo aqui, o percurso é rápido e tenho competido bastante no Brasil. Sempre me sinto em casa quando venho para cá”, ressaltou.
Já a vice-campeã Pâmella Oliveira fez uma prova de recuperação e consistência. A brasileira admitiu que não chegou ao evento com total confiança na natação e no ciclismo, mas conseguiu se manter entre as protagonistas desde o início.
“Eu esperava uma prova com mais dinâmica desde o começo. Queria aproveitar um pouco mais o ritmo das outras atletas, principalmente porque não vinha tão confiante na natação e no ciclismo. Mesmo assim, consegui me manter bem posicionada e fazer uma prova consistente”, avaliou.
Apesar de não alcançar a vitória, a brasileira saiu satisfeita com a entrega demonstrada em Florianópolis.
“Foi uma disputa muito dura até o final. Não me lembro de outra prova em que precisei forçar tanto nos quilômetros finais. Fui até a linha de chegada com tudo o que eu tinha. Claro que fica um pouco de tristeza por ficar tão próxima, mas saio satisfeita porque entreguei tudo o que tinha. Não deixei nada guardado”, concluiu a atleta, que fez despedidas de provas do IRONMAN.
Masculino
A conquista do alemão Wilhelm Hirsch no 24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil foi resultado de uma estratégia paciente e de uma execução precisa nos momentos decisivos da prova realizada neste domingo, em Jurerê Internacional. Campeão da elite masculina, ele soube administrar o esforço ao longo dos 226 quilômetros e fez a diferença justamente quando a disputa entrou em sua fase mais desgastante.
Após cruzar a linha de chegada, Hirsch destacou que a segunda metade do ciclismo foi fundamental para a construção da vitória. Sentindo-se forte fisicamente, ele aproveitou o momento para aumentar o ritmo ao lado do holandês Youri Keulen e abrir uma vantagem importante sobre os demais concorrentes.
“Foi uma prova incrível e muito dura. Na segunda metade do ciclismo, eu estava me sentindo muito bem. Em determinado momento, eu e o Youri decidimos aumentar um pouco o ritmo e abrir vantagem, mas sem exagerar, porque sabíamos que a maratona seria decisiva”, explicou.
A atuação de Fernando Toldi no 24º Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil confirmou a evolução do triatleta brasileiro na principal prova de longa distância do país. Melhor brasileiro na classificação profissional masculina, ele deixou Florianópolis satisfeito com o desempenho apresentado, especialmente pela recuperação em um dos pontos que mais o preocupavam desde a edição anterior: a natação.
Após enfrentar dificuldades nesse segmento em 2025, Toldi transformou a preparação para a edição deste ano. Determinado a não repetir os mesmos problemas, dedicou grande parte dos treinamentos aos trabalhos na água, apostando inclusive em um período de preparação em altitude.
“No ano passado, saí daqui muito frustrado com a natação. Foi um segmento que comprometeu toda a minha prova, então desta vez fiz questão de dar uma atenção especial a isso. Passei três semanas treinando em altitude e priorizei a natação como primeiro treino do dia. Estava nadando entre 25 e 30 quilômetros por semana porque não queria repetir o que aconteceu em 2025”, explicou.
Ele também destacou o elevado nível técnico da disputa masculina, que reuniu atletas de diferentes países e impôs um ritmo forte desde os primeiros quilômetros.
“O nível da prova estava altíssimo. É difícil fazer comparações, mas foi uma das edições mais fortes que já vi. Fiquei perto da vaga, o que mostra que estou no caminho certo. Agora é recuperar, descansar e pensar nos próximos desafios”, concluiu.
A prova masculina ainda teve uma despedida emocionante. Reinaldo Colucci, bicampeão da prova, anunciou que não disputará mais provas profissionais. Visivelmente emocionado após concluir a prova, Colucci lamentou não ter alcançado um melhor desempenho. “Gostaria de uma despedida mais positiva. Foram muitas lembranças durante a prova, a torcida de todos”, disse sem conter as lágrimas.
O Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil é organizado pela Unlimited Sports, tem como title sponsor o Nubank e conta com patrocínio do Governo de Santa Catarina, Prefeitura de Florianópolis, Fesporte, Track & Field, Fila, Vivo, La Roche-Posay, Omint, Água Otimista e Arjon. O evento ainda conta com copatrocínio de Volvo, Vitafor, Parmalat Fit, Liquidz, Dux, Blue Seventy, Visual Bike, Pacco, Boali, Huub, Oakberry e Relaxmedic, além do apoio de Tachão Ubatuba, Paçoquita e Sococo.
Resultados
Masculino
- Wilhelm Hirsch (ALE) – 7h32min25s
- Youri Keulen (HOL) – 7h33min26s
- Arnaud Guilloux (FRA) – 7h38min03s
Feminino
- Romina Biagioli (ARG) – 8h45min24s
- Pâmella Nascimento de Oliveira (BRA) – 8h46min46s
- Julie Iemmolo (FRA) – 8h55min14s
Campeões
2001- Eduardo Sturla (ARG), 8h11min10s / Wendy Ingraham (EUA), 9h10min02s
2002 – Spencer Smith (GBR), 8h15min38s/Nicole Leder (ALE), 9h24min45s
2003 – Oscar Galindez (ARG), 8h16min10s/ Bárbara Buenahora (ARG), 9h33min21s
2004 – Olaf Sabatchus (ALE), 8h19min32s/Fernanda Keller (BRA), 9h26min05s
2005 – Olaf Sabatchus (ALE), 8h50min56s/Joanna Zeiger (EUA), 9h29min43s
2006 – Oscar Galindez (ARG), 8h15min18s/Lisbeth Kristensen (DIN), 9h20min46s
2007 – Oscar Galindez (ARG), 8h21min11s/Nina Kraft (ALE), 9h12min39s
2008 – Eduardo Sturla (ARG), 8h28min24s/Fernanda Keller (BRA), 9h24min49s
2009 – Eduardo Sturla (ARG), 8h13min38s/Dede Griesbauer (EUA), 9h10min14s
2010 – Luke McKenzie (AUS), 8h07min38s/Tereza Macel (CAN), 9h26min08s
2011 – Eduardo Sturla, (ARG), 8h15min03s/Amy Marsh (EUA), 9h09min39s
2012 – Ezequiel Morales (ARG), 8h22min40s/Sofie Goss (BEL), 9h17min42s
2013 – Timothy ODonnell (EUA), 8h01min32s/Amanda Stevens (EUA), 9h05min52s
2014 – Igor Amorelli (BRA), 8h07min53s/Sara Gross (CAN), 8h56min34s
2015 – Marino Vanhoenacker (BEL)/7h53min44s/Ariane Monticeli (BRA), 8h59min08s
2016 – Brent McMahon (CAN), 7h46min11s/Elizabeth Lyles (EUA), 8h54min11
2017 – Tim Don (GBR), 7h40min23s**/Susie Cheetham (GBR), 8h52min00s
2018 – Jesper Svensson (SUE), 8h08min06s/ Kirsty Jahn (CAN), 8h54min57
2019 – Andrew Potts (EUA), 8h02min57s/Sarah Piampiano (EUA), 8h40min48 **
2022 – Reinaldo Colucci (BRA),7h48min27s/Pâmela Oliveira (BRA), 8h54mn01s
2023 – Luciano Taccone (ARG), 7h55min38s/Pâmella Oliveira (BRA), 8h44min24s
2024 – Reinaldo Colucci (BRA)7h58min37s/Pâmella Oliveira (BRA), 8h57min41s
2025 – Luciano Taccone (ARG), 7h31min46s/Pâmella Oliveira (BRA), 8h46min17s
2026 – Wilhelm Hirsch (ALE), 7h32min25s/Romina Biagioli (ARG), 8h45min24s
Mais informações: www.ironmanbrasil.com.br






