35 artistas investigam paisagem, território e identidade na exposição “Traçar um lugar fora de si”

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Ocupação no Memorial Meyer Filho apresenta trabalhos de artistas de diferentes estados brasileiros, resultado das pesquisas desenvolvidas no Grupo Impossibilidade de Esgotamento, coordenado pela curadora Kamilla Nunes. A programação gratuita abre nesta sexta-feira, 07 de agosto

A cada semestre, a artista, curadora e professora de processos artísticos da CAIS Escola de Artes, Kamilla Nunes, conduz os desdobramentos do Grupo Impossibilidade de Esgotamento. Em encontros presenciais e virtuais, participantes de diferentes regiões do Brasil mergulham na investigação de temas ligados ao campo das artes e, a partir das referências compartilhadas, desenvolvem leituras e processos autorais.

Depois de meses de pesquisa, esse percurso coletivo ganha forma na exposição “Traçar um lugar fora de si”, que ocupa o Memorial Meyer Filho, em Florianópolis, reunindo obras de 35 artistas. A abertura será no dia 7 de agosto, das 16h às 18h, junto com o lançamento do livro 88010-100, de Ana Carina Baron.

No sábado, 8 de agosto, das 9h às 11h, a exposição ultrapassa as paredes do Memorial com intervenções artísticas que ocorrem no espaço urbano. O percurso será entre a Catedral Metropolitana, a Praça XV de Novembro e a Praça Fernando Machado, no Centro da capital.

De caráter processual, a mostra apresenta paisagens de bolso, bordados, frotagens, instalações, textos, livros, pinturas, placas e desenhos. A diversidade de técnicas, suportes e materialidades amplia as possibilidades de tocar, recolher, inscrever, transportar e transformar a paisagem, revelando diferentes formas de relação com o território e com a experiência do lugar.

“Esta exposição parte do reconhecimento de que aquilo que chamamos de ‘si’ não se encontra inteiramente dentro. O sujeito se constitui na linguagem, no olhar de outras pessoas, nas marcas que recebe e nos lugares que habita. Em uma perspectiva psicanalítica, o que há de mais íntimo também pode se apresentar como exterior, estranho, situado fora de qualquer interioridade protegida. Traçar um lugar não significa, portanto, representar um território interior já conhecido, mas acompanhar a formação provisória de um sujeito que se faz em contato com aquilo que não controla e que, muitas vezes, não consegue nomear”, explica Kamilla Nunes sobre o conceito da exposição.

A exposição “Traçar um lugar fora de si” fica em cartaz até o dia 04 de setembro. O Memorial Meyer Filho conta com o apoio da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

Serviço

Exposição “Traçar um lugar fora de si”

  • Data: 7 de agosto
  • Horário: das 16h às 18h
  • Local: Memorial Meyer Filho (Praça XV de Novembro, 180 – Centro)
  • Visitação: até 04 de setembro

Intervenções urbanas

  • Data: 8 de agosto
  • Horário: das 9h às 11h
  • Percurso: Catedral Metropolitana, Praça XV de Novembro e Praça Fernando Machado, Centro de Florianópolis.