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segunda-feira, janeiro 24, 2022
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A Semana Solidária do Hospital da Plástica de Santa Catarina entre os dias 22 e 26 de março em Florianópolis

A Semana Solidária do Hospital da Plástica de Santa Catarina entre os dias 22 e 26 de março em Florianópolis

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Mulheres que aguardam na rede pública de saúde ganharão cirurgia para reconstrução da mama
Iniciativa inédita no Brasil irá ajudar 12 pacientes a superar o trauma após a retirada da mama

No mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, um projeto social na área da saúde está atendendo pacientes carentes da rede pública, portadoras de câncer de mama, que tiveram uma mama – ou até as duas – retiradas para o tratamento da doença. Estas pacientes não tiveram a oportunidade de realizar uma cirurgia plástica para reconstrução das mamas e precisam conviver com o impacto enorme que esta deformidade causa em suas vidas.

Com o objetivo de ajudar e amenizar este sofrimento, o médico Evandro Luiz Mitri Parente, membro titular da Sociedade de Cirurgia Plástica e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, criou (em parceria com o Serviço de Mastologia da Maternidade Carmela Dutra) a Semana Solidária do Hospital da Plástica – Reconstruindo a Autoestima. O projeto, pioneiro no Brasil, está sendo realizado entre os dias 22 e 26 de março, em Florianópolis, com a intenção de resgatar a autoestima destas pacientes portadoras de câncer de mama e que foram submetidas à mastectomia. “Apesar de o trabalho desenvolvido pelos médicos da rede pública ser louvável, ainda contamos com uma demanda maior que a capacidade instalada”, avalia o cirurgião.

Dr. Evandro e sua equipe realizam as operações no Hospital da Plástica – uma instituição privada, localizada em Florianópolis, e que atua especificamente na área da cirurgia plástica. Num primeiro momento são beneficiadas 12 pacientes previamente selecionadas pelo médico. “Tentamos priorizar as que estavam esperando há mais tempo; as que estavam com o processo de reconstrução em andamento; e as mais jovens. Temos pacientes na faixa dos 30 a 35 anos, que sofrem muito com o impacto de uma situação como esta”, explica Evandro.

As mulheres estão sendo operadas com as técnicas mais modernas e os melhores materiais disponíveis no mercado na área de reconstrução mamária. Após a cirurgia, permanecem internadas em apartamentos individuais, sob cuidados médicos, de enfermagem e fisioterápicos até obterem total recuperação e alta hospitalar. “As pacientes recebem todos os benefícios oferecidos pela rede particular, sem qualquer custo, e sairão da sala de cirurgia com a mama reconstruída para uma nova, e mais feliz, realidade”, enfatiza.

Para oferecer todos esses cuidados de maneira gratuita, Evandro conta com apoio de empresas que se sensibilizaram com a causa. Entre elas estão a Plasc; as contrutoras ACCR e Magno Martins, a locadora de carros Inova e a agência de publicidade One WG. “É muito legal constatar que estes empresários, além de contribuírem significativamente para o crescimento de nossa cidade, solidarizaram-se com esta importante causa”, completa o médico.

O Câncer de Mama

Atualmente, o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres. As campanhas de detecção precoce têm levado a uma redução desta estatística, porém o tratamento continua sendo a retirada da mama – o que leva a consequências físicas e psicológicas decorrentes das sequelas deste procedimento.

A expectativa é de que em 2010, quase 50 mil brasileiras descubram que possuem câncer de mama. Dessas, 37 mil devem conseguir se tratar – muitas à custa de quimioterapia e até de extração da mama – e outras 12 mil não resistirão à doença.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de casos vem crescendo, pois a doença está ligada a fatores de risco que têm aumentado na sociedade, como o estilo de vida sedentário e o uso de pílulas anticoncepcionais. Já a maior parte das mortes e o sofrimento das mulheres poderiam ser diminuídos com detecção e tratamento mais rápidos e eficientes da doença, apontam organizações ligadas ao setor.

De acordo com o Inca, em alguns países desenvolvidos, como os EUA, Canadá e Noruega, há crescimento da incidência do câncer de mama, mas redução da mortalidade. No Brasil, o maior número de casos é seguido de mais falecimentos. O número de mortes saltou de 5.760 em 1990 para 11.860 em 2008, aumentando ano a ano.

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