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terça-feira, dezembro 7, 2021
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Abertura do Mês da Consciência Negra de Florianópolis

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Abertura do Mês da Consciência Negra de Florianópolis

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Na última quinta-feira, 3, ocorreu a abertura do Mês da Consciência Negra de Florianópolis no auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de SC, com a presença de aproximandamente 200 pessoas.

Entre as autoridades, estavam presentens o superintendente da Fundação Municipal de Cultura Franklin Cascaes e Secretário Municipal de Educação Prof. Rodolfo Joaquim Pinto da Luz; Professor Edson Cardoso, representando a ministra Luíza Bairros; o secretário municipal adjunto de Assistência Social, Trabalho e Habitação José Mauro Junglhaus; o presidente da Fundação Catariense de Cultura, Joceli de Souza; vereador Márcio de Souza; vereador Renato Geske; o presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Ronaldo César Laurindo; e a coordenadora municipal de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Ana Paula Cardoso da Silva.

Na ocasião, foi prestada uma homenagem póstuma ao Sr. Vicente do Espírito Santo – homenageado do ano da Programação do Mês da Consciência Negra de Florianópolis – com entrega de um certificado do vereador Márcio de Souza ao filho e à família do homenageado, leitura da carta que a Empresa Tractebel Energia encaminhou ao Sr. Vicente no término do seu processo judicial e exibição de um vídeo com momentos e imagens da vida do homenageado.

Por fim, a cantora Roberta Lira comandou o coral formado pela Mãe Bia e seus filhos, do Terreiro TupVeg, localizado no Rio vermelho, ao qual o homenageado fazia parte.

Militante negro, ativista da luta anti-racista e contra a intolerância religiosa, foi demitido da empresa estatal em que trabalhava, em março de 1992. Ao tomar conhecimento de que a razão de sua demissão estava na cor de sua pele, ajuizou uma ação. Em 1996, conseguiu uma vitória histórica. O Tribunal Superior do Trabalho determinou a reintegração de Vicente ao posto de trabalho. Seu caso teve repercussão nacional e é emblemático, por ser o primeiro caso em que os tribunais reconheceram a prática de racismo no local de trabalho, constituindo, assim, a exceção à regra.

Ao final, os participantes foram convidados a degustar um coquetel com comidas típicas contendo acarajé, caldinho de feijão e de abóbora com carne ceca, arroz doce, cocada, cuzcuz de tapioca, e diversos bolos.

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