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quarta-feira, agosto 10, 2022
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Campanha Respira Floripa tem início no Largo do TICEN

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Campanha Respira Floripa tem início no Largo do TICEN

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O secretário da Saúde da capital, João Candido da Silva, participou nesta terça-feira da abertura da campanha Respira Floripa. A ação é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal da Saúde, RIC e Universidade Federal de Santa Catarina. Um dos pontos de maior visibilidade desta campanha será a instalação de um “pulmão gigante” na área central de Florianópolis de 19 a 23 deste mês.A estrutura inflável contará com sete salas para amostra de doenças, cada uma delas com TV de plasma onde serão exibidos vídeos informativos sobre o tema. Além disso, nestes ambientes haverá pessoas capacitadas para tirar qualquer dúvida.

O objetivo é alertar à população acerca das doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC) incetivando-as a adquirir hábitos mais saudáveis e a eliminar fatores de risco. As DPOC englobam a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. O Consenso da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia caracteriza a DPOC como uma enfermidade respiratória prevenível e tratável. Importante ressaltar que esta doença é prevenível, sendo a sua maior causa o cigarro. O não fumar poderia evitar o desenvolvimento da DPOC. Para isto é necessário um programa de educação da população.

Florianópolis vem desenvolvendo diversas ações no sentido de sensibilizar a população e conter o uso do tabaco. Em fevereiro deste ano foi sancionada em Florianópolis a lei que proíbe o uso do cigarro em ambientes fechados ou semi abertos. Também é fundamental uma rede efetiva no tratamento do tabagismo. A Secretaria da Saúde oferece em sua rede de atenção primária tratamento para quem deseja parar de fumar.

Apesar de ser uma doença crônica, os pacientes portadores de DPOC se beneficiam com uma série de medidas no tratamento. Nesse sentido, a Secretaria de Saúde chama a atenção dos profissionais da rede de Atenção Primária à Saúde que a DPOC é tratável e cria possibilidades nesse sentido. Quando os recursos da Atenção Primária se esgotarem, existem os serviços de referência de Média e Alta Complexidade para atender os casos.

Em 2003, a Associação Latino-Americana de Tórax realizou um estudo de prevalência de DPOC, o projeto platino (projeto latino-americano de investigação de enfermidade obstrutiva). A prevalência da DPOC, segundo a espirometria, foi de 15,8% na população com idade igual ou superior a 40 anos, o que representa uma população entre 5.000.000 e 6.900.000 indivíduos com DPOC no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a DPOC foi a quinta maior causa de internamento no sistema público de saúde do Brasil, em maiores de 40 anos, com 196.698 internações em 2003, e gasto aproximado de 72 milhões de reais, o que a coloca entre as principais doenças consumidoras de recursos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil mais de 37 mil pessoas morrem por ano vitimas de DPOC e estima o aumento para a terceira causa de mortalidade no mundo em 2020. A campanha Respira Floripa terá a coordenação médica do dr. Emilio Pizzichini – professor adjunto de Pneumologia do Departamento de Clinica Médica e do Mestrado em Ciências Médicas da UFSC.

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