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quarta-feira, dezembro 8, 2021
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Documentário da UFSC cria cultura de segurança para pescadores de Florianópolis

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Documentário da UFSC cria cultura de segurança para pescadores de Florianópolis

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Com o objetivo de produzir um documentário que crie uma cultura de segurança para os pescadores de Florianópolis, o professor Eduardo Lebre da UFSC, por meio de um projeto de extensão, entrevistou autoridades da Marinha e da Força Aérea na Base Aérea de Florianópolis, e acompanhou a chegada de dois modelos de helicópteros Black Hawks, recém comprados pelo Brasil. Os helicópteros integrarão o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), Esquadrão Pantera, sediado na Base Aérea de Santa Maria (RS), que antes fizeram treinamentos de resgate em alto mar na Base de Florianópolis. O professor Eduardo Lebre integra o Aqualab/Aquaseg, dois laboratórios que desenvolvem pesquisa, ensino e projetos visando a segurança da atividade realizada no meio aquaviário.

Os dois laboratórios trabalham com Direito Aquaviário, que aborda questões sobre as normas de navegação, habilitação dos condutores e tripulação, registro de embarcações, inquéritos sobre fatos da navegação, entre outros aspectos, está contido no universo do Direito Marítimo, mas possui especificações técnicas que o diferenciam, tornando-o um ramo com parâmetros restritos mais voltados para os incidentes relativos à navegação. O professor Lebre explica que o assunto é importante. “O desenvolvimento do país necessita de capacitação naval, e nós ensinamos tanto as normas para atividades marítimas como as noções de segurança no mar”, reitera.

O projeto do Aqualab/Aquaseg

Além das atividades de pesquisa e ensino desenvolvidas pelo Aqualab/Aquaseg (http://www.aquaseg.ufsc.br/aqualab) eles desenvolvem junto aos pescadores de Florianópolis um projeto para a conscientização da segurança na atividade marítima. O laboratório escolheu duas formas para passar as informações: a “Cartilha do pescador seguro”, que contará com dicas de segurança e mostrará os itens obrigatórios para a saída no mar, entre outras coisas; e o documentário que se utilizará de entrevistas com representantes de órgãos marítimos importantes (como o superintendente de Pesca e Agricultura de SC; e o representante da Capitania dos Portos, por exemplo). O professor Eduardo Lebre tem três objetivos com o documentário: “Primeiro fazer com que o pescador conheça as autoridades marítimas que possam auxiliá-lo em caso de problemas; fazer ele conhecer novas tecnologias; e depois tentar criar uma cultura de segurança para o profissional do mar”.

O projeto Aquaseg/Aqualab já realizou atividades no estado e no RS sobre Direito Aquaviário e segurança no mar como: reunião do colegiado de Pesca e Agricultura da Grande Florianópolis; participação em Foz do Iguaçu de um congresso, onde ofereceu um curso para alunos do Ensino Médio e Fundamental, e apresentação de uma publicação técnica voltada para a salvaguarda da vida humana no mar; participação da Semana portas abertas da Bafp (Base Aérea de Florianópolis) e na Sepex.

O documentário será exibido para os pescadores no dia 12 de dezembro.

Helicópteros

Os helicópteros Black Hawk vieram para se tornar os principais modelos da Força Aérea Brasileira. Segundo o Tenente-Coronel-Aviador Luiz Marques de Lima, comandante do Esquadrão Pantera, o modelo tem diversas qualidades. “É um helicóptero que consegue se estabilizar quase sozinho, sem muito trabalho para o piloto; conta com uma autonomia de três horas e meia de voo; consegue levar uma carga bem acima dos outros helicópteros; pode atingir até 350 km/h, enfim é modelo completo”, ratificou o coronel. Ainda segundo o coronel o modelo leva seis pessoas ao todo: dois pilotos, dois tripulantes (operador de equipamentos e mecânico), e duas pessoas encarregadas do resgate. “Depois disso ele pode levantar voo com qualquer carga que precisemos pôr”, disse Lima entre risos.

Na base aérea de Florianópolis os helicópteros serviram para prática da Força Aérea e da Marinha para treinamento de resgate no mar. O Tenente-Coronel Lima explicou que a base da capital tem boas características para a prática desse tipo de exercício. “Nós escolhemos Florianópolis por causa das melhores condições do mar, além da proximidade da base aérea com o local de treinamento, o que gasta menos combustível”.

Lima também informou que no momento o Esquadrão Pantera possui quatro modelos Black Hawks. “Nós temos quatro desses helicópteros, mas chegarão mais dois agora em dezembro e mais dois no ano que vem”, complementou o coronel.

Os helicópteros chegaram em Santa Catarina no Hangar do Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º. /7º . GaV), chamado Esquadrão Phoenix, que atua com patrulha, reconhecimento, controle e fiscalização em Santa Catarina.

Texto e fotos: José Fontenele / Bolsista de Jornalismo da Agecom

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