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Jorge Gerdau palestra em evento do Movimento Catarinense pela Excelência

Jorge Gerdau palestra em evento do Movimento Catarinense pela Excelência

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Cerimônia aconteceu na noite de ontem, dia 10 de novembro, no Floripa Music Hall, em Florianópolis. Seis empresas foram premiadas nas categorias de compromisso com a excelência, rumo à excelência e diamante. 28º Grupo de Artilharia de Campanha, de Criciúma recebeu a premiação máxima.

Com a presença do presidente fundador do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jorge Gerdau Johannpeter, o Movimento Catarinense pela Excelência (MCE) entregou na noite de ontem, dia 10 de novembro, o Prêmio Catarinense de Excelência às seis empresas que se destacaram na busca pela melhoria contínua do seu sistema de gestão por meio da adoção de práticas de gestão alinhadas ao Modelo de Excelência da Gestão (MEG). “O MEG é uma ferramenta de trabalho fundamental para as empresas públicas e privadas catarinenses. Ele é o responsável por mostrar o caminho que as organização devem seguir para chegar a classe mundial”, explicou o presidente do MCE, André Gaidzinski.

Para chegar aos finalistas, as empresas inscritas foram avaliadas por uma banca examinadora, entre os dias 19 de julho e 10 de outubro, com base nos critérios de avaliação preconizados pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Estes requisitos foram apurados por examinadores que realizaram uma avaliação individual, uma avaliação de consenso e, por último, uma visita à empresa. Em seguida, uma banca de juízes deu o veredicto final. “Foram 64 juízes e 4.952 horas de trabalho para que chegássemos ao resultado final”, comentou o presidente do MCE. Gaidzinski explicitou também a sua satisfação em ter entre as premiadas organizações públicas “Percebemos que o modelo também pode ser implementado facilmente nas empresas públicas e render bons resultados”, comentou.

Jorge Gerdau iniciou a palestra comentando que assim que assumiu a empresa levou sua equipe até o Japão, local em que aprendeu que o conhecimento era a peça chave dos negócios. “Percebi que é preciso trabalhar com três fatores para que seja possível obter sucesso dentro de uma organização, tecnologia aliada ao conhecimento e a tecnologia”, ressaltou Gerdau. O presidente fundador do MBC revelou ainda que não dava a devida importância para a excelência em gestão e completa que antes se obtinha a qualidade no processo total e não no processo final da produção. “Eu não tinha certeza se a implementação de um modelo de gestão me geraria mais lucro ou mais custo. Hoje, eu não tenho dúvida da lucratividade que ele traz para as empresas”, revelou Gerdau.

O empresário contou ainda que durante o processo de fabricação dos pregos, por exemplo, a qualidade era realizada somente depois da produção. “Na minha visão, a qualidade se media pelo selo e não pela produção”, ressalta. Gerdau contou, ainda, que acreditava que separar os pregos mal fabricados depois do término da produção era mais lucrativo, quando na verdade não era. “O segredo da lucratividade está em fazer os ajustes antes de iniciar a produção, para obter resultados 100% satisfatórios”, comentou.

Para finalizar, Jorge Gerdau afirmou que tem conseguido alinhar o sistema de gestão do Movimento Brasil Competitivo com todos os Estado do país. “Além de premiar as micro e pequenas empresas, que já iniciam os seus trabalhos no mercado com qualidade em gestão, queremos estender esse modelo de gestão as empresas públicas e entidade filantrópicas. Temos uma ferramenta na mão que tem o poder de potencializar o crescimento do país”, finalizou.

Em seguida, foram entregues as premiação às seis empresas reconhecidas pelo Prêmio Catarinense de Excelência. Na categoria Nível I – Compromisso com a Excelência foram premiadas, a Gomes da Costa, de Itajaí e a Sopasta, de Tangará. Na Nível II – Rumo à Excelência, o Hospital São José, de Criciúma, foi premiado com a faixa bronze e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC) e o SENAC/SC com a faixa prata. A premiação máxima, Nível III – Rumo à Classe Mundial foi para o 28º Grupo de Artilharia de Campanha que ganhou o troféu diamante.

Modelo de Excelência na Gestão (MEG)

O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) baseia-se em 11 fundamentos e oito critérios que expressam conceitos atuais que se traduzem em práticas encontradas em organizações de elevado desempenho. De acordo com o presidente do MCE, André Gaidzinski, esses fundamentos da excelência, quando aplicados, trazem melhorias para os processos e produtos, redução de custos e aumento da produtividade para a organização, tornando-a mais competitiva. Além de potencializar a credibilidade da instituição e o reconhecimento público, aumentando o valor do empreendimento. “As empresas que adotam enfoques de excelência tem a facilidade de adaptar-se com mais facilidade às mudanças e tem mais condições de atingir e manter um desempenho de Classe Mundial”, explica André Gaidzinski.

É pela importância desta eficiente ferramenta de gestão que inúmeras empresas catarinenses têm adotado o Modelo. O MEG já beneficiou mais de 58 mil organizações em todo o Brasil e, em decorrência desta implantação, o MCE premiou outras 28 que buscaram no Modelo de Excelência na Gestão (MGE) um referencial para a elaboração de estratégias e planejamentos, com foco em resultados, para as suas empresas.

Indicadores

Uma pesquisa realizada a partir dos demonstrativos financeiros de uma amostra de 182 empresas usuárias do Modelo de Excelência de Gestão, tendo como base dados coletados entre os anos de 2000 e 2009, mostrou que as empresas que utilizaram o MEG, nesse período, obtiveram melhor desempenho nas atividades de diversos setores, comparadas aquelas que atuavam sem a implantação do modelo.

Na indústria, a evolução do faturamento fechou o mês de junho de 2009, com uma diferença de 2,7 pontos percentuais. Enquanto as empresas usuárias do Modelo de Excelência da Gestão registraram um total de 49,7% de faturamento, as outras empresas registraram um total de 47%. No serviço, a diferença foi de 5,3 pontos percentuais, sendo que as empresas com o Modelo de Excelência da Gestão tiveram um faturamento de 29,6%, enquanto as demais apresentaram crescimento de 24,3%. Já no comércio, a diferença mostrou-se mais gritante, de um total de 31, 6 pontos percentuais, quando as empresas usuárias do Modelo de Excelência da Gestão registraram 82,8% de faturamento e as demais 51,2%.

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