No último dia 7 de agosto, o audiovisual brasileiro celebrou o Dia do Documentário. A data é uma iniciativa da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, a ABDeC, que escolheu o dia para destacar, fortalecer e estimular as produções do gênero. O Cineclube Ieda Beck volta a exibir no próximo dia 31 de agosto, às 20h na Cinemateca Catarinense, mais cinco documentários, mesclando novos diretores com realizadores de renome.
A Associação dos Documentaristas escolheu 7 de agosto pois foi quando nasceu Olney São Paulo, cineasta eleito pelas 27 ABDs do Brasil por importantes contribuições ao segmento. Olney foi vítima da ditadura militar. Foi preso e torturado pelo filme Manhã Cinzenta de 1969.
Um dos destaques da próxima sessão é o clássico “Ilha das Flores” de Jorge Furtado. O curta de 1989 mostra como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. O diretor se utiliza de fortes imagens e de uma linguagem quase científica. A produção ganhou mais de 15 prêmios pelo mundo, incluindo o Urso de Prata de melhor Curta-metragem no Festival de Berlim de 1990.
A curadoria do Cine Ieda Beck – agora com dois novos membros, Gabriela Bressola e Tiaraju Verdi – selecionou ainda “Viagens a Biguaçu” de Fábio Brüggeman, em que o diretor conversa com Salim Miguel numa viagem sobre a literatura e a paisagem das obras do escritor, que viveu em Biguaçu.
Programação:
Quarta-feira.: 31 de agosto: 20h
“De Volta para Casa” de Richard Valentini
“Temporão”, de Felipe Carrelli
“A Praça XV” de Giovana Zimermann
“Ilha das Flores” de Jorge Furtado
“Viagens a Biguaçu”, de Fabio Bruggemann.
O QUE: sessão do Cineclube Ieda Beck “Documentário”
QUANDO: Quarta-feira, 31 de agosto, às 20h.
ONDE: Cinemateca Catarinense – Instituto Arco-Íris. Travessa Ratclif, 56 (esquina com João Pinto)
QUANTO: Entrada Franca
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos
UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense, Pref. Municipal de Florianópolis, Funcine, Travessa Cultural, Fundação Franklin Cascaes.



