A febre das figurinhas da Copa do Mundo movimenta varejo, famílias e experiências no Beiramar Shopping

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Há um mês do início da Copa do Mundo, uma tradição atravessa gerações e volta a ganhar força no varejo brasileiro: a corrida pelos álbuns e figurinhas oficiais do mundial. No Beiramar Shopping, o fenômeno já impacta diferentes segmentos e movimenta uma cadeia que vai muito além das bancas e livrarias, impulsionando desde itens colecionáveis até produtos temáticos ligados ao universo do futebol.

O movimento começou oficialmente no dia 30 de abril, data de lançamento dos álbuns e figurinhas. Na Revistaria Panorama, localizada no piso L1, as filas começaram logo nas primeiras horas do dia e seguem constantes desde então. Segundo o empresário Renato Fernandes, a procura surpreendeu pela intensidade e pelo perfil diverso do público, reunindo crianças, adolescentes, adultos e colecionadores tradicionais. Na Livrarias Catarinense, os álbuns esgotaram em apenas uma hora no dia do lançamento. O interesse também ampliou a demanda por livros ligados ao universo do futebol, levando a livraria a criar uma seção temática logo na entrada da loja.

O impacto da chamada “economia das figurinhas” também já aparece em outros segmentos. Na Smart Tech, no piso L2, o empresário Lucas de Liz lobão de Queiroz apostou em produtos voltados aos colecionadores, como caixas organizadoras para figurinhas e chaveiros temáticos inspirados na Copa do Mundo e na taça do torneio. Segundo ele, os itens vêm atraindo tanto crianças quanto adultos movidos pela nostalgia e pelo espírito de coleção.

Mais do que um hábito de consumo, a troca de figurinhas segue funcionando como uma experiência social que atravessa gerações. Para Gustavo Maldonado Bussmann, de 12 anos, apesar da pouca idade, esta já é sua terceira coleção da Copa do Mundo. Arthur Rodrigues, de 16 anos, também participa pela terceira vez da experiência dos álbuns do mundial. Ele conta que já acumulou muitas figuras repetidas, mas garante que isso faz parte da diversão. “Eu gosto de trocar e também de dar algumas para colegas da escola. E o ‘bafo’ continua sendo muito legal. A gente já tem até um grupo fechado para jogar”, comenta.

A estudante Alice Laffin Castoldi, de 13 anos, destaca o aspecto afetivo da experiência. “Na última Copa do Mundo, passei várias tardes nos eventos aqui no Beiramar, conhecendo bastante gente, fazendo amigos e completando o álbum. É algo muito divertido porque envolve família, amigos e o clima da Copa”, afirma.

Mesmo quem não acompanha futebol de perto acaba entrando no clima. Walter Stodieck, de 44 anos, conta que foi “convencido” pelos filhos Lara, de 10 anos, e Antonio, de 8 anos, a entrar no universo das figurinhas. “Os amigos deles estão amando essa experiência e eles querem compartilhar isso também. Até a escola está preparando um dia especial na semana para as trocas de figurinhas”, relata.

De olho nesse movimento, o Beiramar Shopping será palco do único evento oficial da Panini em Santa Catarina dedicado à Copa do Mundo. Batizada de Arena Panini, a ativação será realizada no vão central do empreendimento durante todo o período do mundial, nos meses de junho e julho, consolidando o shopping como ponto de encontro dos fãs e colecionadores.

Até o início oficial da Arena Panini, o shopping já disponibiliza um espaço preparado especialmente para trocas de figurinhas, antecipando um movimento que promete crescer ainda mais nas próximas semanas.

Para Juliana Ohlweiler Duarte de Oliveira, gerente de marketing do Beiramar Shopping, o fenômeno vai além do consumo e reforça o papel dos shopping centers como espaços de convivência e experiências coletivas. “A Copa do Mundo sempre teve uma capacidade muito forte de mobilizar emocionalmente as pessoas, e o álbum de figurinhas representa exatamente isso: memória afetiva, interação e pertencimento. O que estamos vendo no Beiramar é um movimento que conecta diferentes gerações e transforma o shopping em um ambiente de encontro, troca e experiência. Existe uma atmosfera muito positiva sendo criada em torno desse universo”, destaca.

O movimento observado no Beiramar acompanha uma tendência global de valorização do colecionismo e das experiências presenciais. A edição de 2026 do álbum da Copa é a maior da história, com 980 figurinhas, e já provoca impacto em diferentes segmentos do varejo. Mais do que um produto editorial, o álbum se transformou em um fenômeno de consumo, convivência e memória afetiva, movimentando desde livrarias e bancas até operações voltadas a acessórios, itens colecionáveis e produtos temáticos ligados ao universo do futebol.