A mobilidade que queremos em Florianópolis

GeralA mobilidade que queremos em Florianópolis

Joaquina ganha passarela de madeira sobre as dunas, com rampa a partir do estacionamento

Estrutura de 185 metros foi concluída em 13 de outubro, custou cerca de R$ 695 mil e fica pronta mais de dois meses antes do verão.

Avenida da Saudade, no Itacorubi: pedestres e ciclistas passam a usar desvio pelo aterro a partir desta sexta

Nova fase da obra começa na tarde de 16 de outubro e deve durar cerca de 15 dias; a ideia é terminar o trecho antes da temporada de verão.

Ciclo do Divino 2026 fecha neste domingo no Rio Vermelho, com 15 comunidades

Encerramento na Igreja de São João Batista reúne as comunidades festeiras da Capital; a procissão sai às 15h e o rito de fechamento está previsto para as 16h30.

Carnaval 2027 em Florianópolis: Luísa Sonza, Kevin O Chris e Dazaranha estão entre as atrações

Prefeitura e Hit Makers anunciam com quatro meses de antecedência a programação do Carnaval de Rua, de 6 a 9 de fevereiro, em nove arenas pela cidade.

Compartilhe

Por João Batista Nunes, Vice-prefeito e Secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais de Florianópolis

Hoje, milhares de municípios no mundo estão promovendo o “Dia Mundial na Cidade Sem Meu Carro”, incentivando o uso de outros meios de transporte que não seja o automóvel. Um dia que servirá para uma reflexão sobre a mobilidade urbana que queremos e como podemos imprimir ações para tornar a cidade mais humana e com melhor qualidade de vida.

Pensar mobilidade urbana significa entender a necessidade imediata de priorizar o coletivo e não o individual. Em média, os carros particulares ocupam 58% do espaço viário das cidades para levar 20% das pessoas. Já os ônibus transportam mais de 68% das pessoas, em apenas 24 % do espaço. Dados que mostram que não há como pensar uma melhor mobilidade urbana sem ações fortes que incentivem o uso do transporte coletivo.

Em Florianópolis, medidas baratas e corajosas como a implantação de corredores para ônibus (Linhas Brancas) está se mostrando eficaz, diminuindo o tempo dos percursos, principalmente nos horários de pico, e tornando o transporte coletivo mais rápido que o individual. Outra ação para incentivar o uso de ônibus será a modernização dos terminais, transformando-os em verdadeiros shoppings de serviços e comércio, que poderão também gerar recursos para serem aplicados no transporte público, tornando o sistema auto-sustentável.

Juntamente com a melhoria do transporte público é fundamental ainda humanizar nossas vias, priorizando as pessoas, buscar outros modais de mobilidade com ciclovias e ciclo-faixas, bicicletários e outros mecanismos que incentivem a troca do carro por meios não poluentes. Se quisermos uma cidade mais humana e voltada para o cidadão precisamos ter a ousadia de quebrar paradigmas e incutir novos conceitos para uma mobilidade sustentável, com foco nas pessoas e na qualidade de vida. Temos que imaginar, hoje, a mobilidade que precisamos para viabilizar a cidade que queremos amanhã.