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quarta-feira, janeiro 19, 2022
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Camerata Florianópolis nesta sexta-feira no Teatro Pedro Ivo

Camerata Florianópolis nesta sexta-feira no Teatro Pedro Ivo

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Com participação do Polyphonia Khoros apresenta Beethoven, Rossini e Nino Rota

27 de Maio – 21h – Teatro Governador Pedro Ivo

Ingressos a R$ 30,00 e 15,00 (platéia), R$ 20,00 e 10,00 (mezanino e frisas), à venda na sede da Camerata Florianópolis (Joe Colaço, 708, bairro Santa Mônica), na bilheteria dos teatros Pedro Ivo e TAC, ou através do Blue Ticket via internet. (estudantes, idosos e professores pagam meia-entrada, sem limitação de cota)

A Camerata Florianópolis, regida pelo maestro Jeferson Della Rocca, realizará no próximo dia 27 de maio mais um concerto de sua Temporada 2011, apresentando importantes obras dos compositores Gioacchino Rossini, Ludwig van Beethoven e Nino Rota. O concerto será realizado no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis, às 21hs, com participação especial do Polyphonia Khoros, e dos solistas Marcelo Thys( piano), do contrabaixista Alexandre Ritter e dos cantores Betina Maliska, Grasieli Fachini, Débora Reis, Guilherme Albanaes, Daniel Cardoso Jr. e Leonardo Barbi. O Concerto foi viabilizado com o patrocínio da WOA Empreendimentos Imobiliários, da hidrelétrica Enercan,Tractebel Energia e apoio da Cassol e Altona.

O concerto terá início com a alegre Abertura da Ópera O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, uma dos mais populares e vibrantes temas da música erudita.

Na sequência, o Divertimento Concertante per Contrabbasso e Orchestra, composto entre entre 1967 e 1971 pelo italiano Nino Rota (1911 – 1979), famoso por suas trilhas sonoras para filmes, em homenagem ao legendário contrabaixista virtuoso, pedagogo e maestro Franco Petracchi (n.1937). Toda a peça dura aproximadamente 24 minutos e possui uma relevância ímpar no século vinte para o repertório solístico de contrabaixo.

O primeiro movimento, último a ser composto (1971), utiliza o tema do Concerto nº1 para violino e orquestra de Paganini, modificando sua última nota um tom abaixo. Rota quis representar um contrabaixista que cochila durante o ensaio e se vê como um grande solista frente a uma orquestra, mas que sempre erra a última nota. Com isso, Rota intencionou parodiar os erros de afinação cometidos pelos alunos de Petracchi. A Marcia, segundo movimento, foi primeiramente composta em 1967 como uma peça para contrabaixo e piano, na qual são trabalhados exercícios de escala, arpejos, e exercícios envolvendo material cromático. Essa inspiração didática constante na Marcia justifica-se na vizinhança de salas de Rota e Petracchi no Conservatório de Bari (Itália), do qual Rota foi diretor durante esse ano. Sobre o terceiro movimento (Aria), datado de 1968, Petracchi declara que o tema inicial foi originalmente escrito para o famoso filme Doutor Jivago (1965), e conta que Rota chegou a entrar em discussão com a produção, que decidiu então contratar Maurice Jarre para criar tal trilha. Felizmente para os contrabaixistas, o tema foi redirecionado mais tarde para esse movimento. O Divertimento Concertante encerra-se com o Finale (1969), um Allegro marcato, no qual Rota desenvolve uma linguagem extremamente virtuosística explorando as facilidades técnicas de Petracchi. De acordo com o próprio Petracchi, inicialmente Rota havia chamado este movimento de Gallopo, estilo musical representativo de cavalgadas, caracterizado pela figuração continua de uma colcheia – duas semicolcheias em todo o movimento.

A segunda peça do programa, Fantasia Coral Op. 80, foi composta em 1808 por Ludwig van Beethoven (1770-1827), que desejava uma peça com um final brilhante para um concerto de Natal, que encerraria a temporada musical daquele ano no recém inaugurado Theater an der Wien. Para compor a vivaz música dessa circunstância, Beethoven utilizou-se de uma inusual formação para a época: além da música orquestral e do solo de piano (tocado por ele próprio na estreia), incluiria seis vozes solistas e um grande coral. Essa mistura seria, sobretudo, um genial experimento que desembocaria em sua Nona Sinfonia, a primeira sinfonia a incluir vozes em toda a história da música.

Curiosamente, o desenho melódico dos temas principais de ambas as peças se assemelham. Na ocasião da estréia, as variações executadas pelo piano foram improvisadas por Beethoven. Hoje em dia ainda há controvérsias sobre quem teria sido o autor do texto utilizado na Fantasia Coral. Não se sabe ao certo se foi Christoph Kuffner, amigo de Beethoven, ou Georg Friedrich Treitschke, libretista de sua ópera Fidelio. Eis a tradução dos primeiros versos, que Beethoven nos agraciou ao transformá-los em música: “Com graça e doçura ressoam as harmonias de nossa vida, e o sentido da beleza engendra flores que eternamente florescem”.

Programa:

Abertura da Ópera O Barbeiro de Sevilha

Gioacchino Rossini

Divertimento Concertante para Contrabaixo e Orquestra

Nino Rota

Solista: Alexandre Ritter (contrabaixo)

Fantasia “Coral” para Piano, Coro e Orquestra, op. 80

Ludwig van Beethoven

Solista: Marcelo Thys (piano)


Serviço:

Apresentação da Camerata Florianópolis

Regência: Jeferson Della Rocca

Data: 27 de maio

Local: Teatro Pedro Ivo – SC 401 – Florianópolis – SC

Horário: 21hs

Duração: 1h10

Ingressos: a R$ 30,00 e 15,00 (platéia), R$ 20,00 e 10,00 (mezanino e frisas), à venda na sede da Camerata Florianópolis (Joe Colaço, 708, bairro Santa Mônica), na bilheteria dos teatros Pedro Ivo e TAC, ou através do Blue Ticket via internet. (estudantes, idosos e professores pagam meia-entrada, sem limitação de cota)

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