Vestígios de conchas marinhas – que podem indicar a existência de cemitérios indígenas foram encontrados pelo arqueólogo Osvaldo Silva nesta quinta-feira, 30, primeiro dia de trabalho do profissional para identificar a eventual presença de sítios arqueológicos no local onde vai ser construído o elevado do Rio Tavares, no Sul da Ilha.
Diante dessa evidência inicial, os trabalhos de pesquisa serão mais minuciosos na área. Se confirmado o sambaqui, o material será salvo e encaminhado para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) , que vai incumbir-se de catalogar a descoberta.
Em paralelo ao trabalho de pesquisa arqueológica, continuam as negociações para desapropriação das áreas necessárias à construção do complexo.
“A próxima etapa de desapropriação acontece onde serão executadas as marginais do elevado", informou o secretário de Obras, Rafael Hahne, que acompanhou o início dos trabalhos de Osvaldo Silva. Segundo Hahne, essas desapropriações já vão contribuir para desafogar o trânsito na região, liberando o fluxo que vem da Lagoa.
O elevado do Rio Tavares, com 220 metros de extensão, fará a conexão, em forma de anel, entre a SC-405 e a rodovia Dr. Antônio Luiz Moura Gonzaga, que liga o Rio Tavares/Campeche à Lagoa da Conceição. O projeto contempla ainda, para o entorno, ciclovias e calçadas. O investimento é de aproximadamente R$ 15 milhões e a previsão de entrega é de 18 meses.



