Evento acontece no Parque Ibirapuera e reúne representantes de estados brasileiros na maior mostra de arquitetura do país
Santa Catarina está entre os estados em destaque na primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira, que começou na última semana, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Com um pavilhão próprio no evento, o estado apresenta ao público um recorte da sua produção contemporânea em arquitetura, design e urbanismo.
O espaço integra o Pavilhão Brasil, área que reúne representações de estados brasileiros, e foi desenvolvido pelo arquiteto catarinense Jeferson Branco. A proposta é apresentar projetos e profissionais que refletem as transformações recentes na forma de pensar as cidades e o morar.
Com curadoria exclusivamente catarinense, o pavilhão reúne cerca de 45 designers e 25 artistas. Entre os participantes estão nomes como o designer Jader Almeida e a artista Lilia Trisotto, além de estúdios e iniciativas da nova geração do design catarinense.
O projeto expográfico foi concebido como um ambiente aberto, com circulação livre entre diferentes espaços. O visitante percorre ambientes como living, cozinha, suíte e home office, utilizados como suporte para apresentar projetos, objetos e iniciativas criativas do estado. No centro do espaço, um cubo expositivo organiza a visitação e reúne obras do artista Walmor Corrêa, com referências à flora da Mata Atlântica. O elemento conecta a produção criativa ao território catarinense.
“Quando pensamos no pavilhão de Santa Catarina, a ideia não era simplesmente representar o estado, mas provocar uma conversa sobre como novas ideias de cidade estão surgindo no Brasil, muitas vezes fora dos centros tradicionais da arquitetura”, explica o arquiteto Jeferson Branco. “O cenário catarinense passou por um crescimento urbano muito intenso nas últimas décadas, e isso abriu espaço para experiências muito interessantes quando falamos de design e planejamento urbano.”
De SC para o cenário nacional
A participação na Bienal de Arquitetura Brasileira também reflete um momento de maior visibilidade da produção catarinense no cenário nacional, especialmente em áreas ligadas ao urbanismo e ao desenvolvimento de novos modelos de cidade.
Entre os projetos apresentados está o Colinas de Camboriú, bairro planejado no litoral norte catarinense, próximo a Balneário Camboriú. O empreendimento é apresentado como exemplo de integração entre moradia, serviços e espaços públicos. “Hoje existe uma demanda que valoriza não só o imóvel, mas o entorno e a experiência urbana. Isso muda a forma como os projetos são pensados”, afirma Luian Silvestre, sócia do projeto.
A presença do Colinas no pavilhão também reflete uma mudança mais ampla no mercado imobiliário catarinense: o avanço de projetos que valorizam arquitetura autoral e planejamento urbano como diferencial desde a concepção. Nesse contexto, a incorporadora FHaus atua como apoiadora do Pavilhão de Santa Catarina. “Existe uma nova geração de projetos no Brasil que entende a arquitetura como parte essencial da experiência urbana”, destaca Thomas Fischer, um dos sócios fundadores da FHaus. “Apoiar a presença de Santa Catarina na Bienal é também apoiar essa discussão sobre como queremos construir as cidades do futuro.”
A Bienal de Arquitetura Brasileira segue até o dia 30 de abril, com programação aberta ao público em São Paulo.






