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quarta-feira, janeiro 19, 2022
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Café da Corte abre suas portas neste sábado para reverenciar Zininho

Café da Corte abre suas portas neste sábado para reverenciar Zininho

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No dia em que o Poeta da Ilha completaria 82 anos, o Café da Corte abre suas portas para reverenciar Zininho, relembrando a obra deste grande artista catarinense. Cláudia Barbosa filha de Zininho e cantora, juntamente com Denise de Castro (piano e voz), Gilson Duarte (bateria) e Silvia Beraldo (sax e flauta) apresentam um show com as canções da relevante obra deste compositor.

SERVIÇO:

QUANDO: dia 7 de maio, sábado
HORA: 21 hs.
ONDE: Café da Corte – Centro Histórico de São José, 3.107 – Fone (48) 3259-9915 (Informações e Reservas).
QUEM: Cláudia Barbosa (voz), Denise de Castro (voz e piano), Sílvia Beraldo (sax e flauta), Gilson “Baixinho” Duarte (bateria)
REPERTÓRIO: Músicas de Zininho e de outros grandes compositores da época, como Noel Rosa, Cartola, Ary Barroso, Lupcínio Rodrigues e outros.


ZININHO:
O poeta da rosa, do sorriso, da saudade…

Assim como a Bahia tem Caymmi, Recife tem Capiba e Porto Alegre teve Lupcínio Rodrigues como seus mais genuínos porta-vozes musicais, a ilha de Santa Catarina tem Zininho. Criador do “Rancho do Amor à Ilha” e de outras expressivas composições, nascidas sob a inspiração das musas ilhoas, Zininho é unanimemente reconhecido como o poeta popular mais identificado com “este pedacinho de terra perdido no mar”.

Ele nasceu há 63 anos em Três Riachos, distrito de Biguaçú, recebendo o nome de Cláudio Alvim Barbosa. A sua infância foi passada nas imediações do largo 13 de Maio, mítico local hoje apenas existente na memória da cidade tendo como cenário o velho casario da rua Menino Deus e as mansas ou turbulentas (quando ventava) águas da Baía Sul. Na adolescência transferiu-se para o Balneário, no Estreito, com suas chácaras arborizadas, à beira da Baía Norte, ainda não poluída.

Ligado desde jovem a atividades radiofônicas, Zininho foi um dos sustentáculos das antigas rádios Guarujá e Diário da Manhã, na era de ouro do rádio florianopolitano, entre as décadas de 40 e 60. Nessas duas emissoras ele fez de tudo um pouco, sendo um verdadeiro homem dos 7 instrumentos: foi cantor, rádio ator, sonoplasta, técnico de som e produtor. Possui até hoje um verdadeiro arquivo sonoro.

Mas sua veia criativa-musical que o associou indissoluvelmente à cidade ilha. Compôs mais de cem músicas (nem ele sabe quantas), a maioria sambas, sambas-canções e marchinhas carnavalescas. Entre as suas criações mais conhecidas figuram “O Largo 13 de Maio” (um tributo à sua juventude), “A Magia do Morro”, “A Rosa e o Jasmim”, “Quem é que não chora” e “Princesinha da Ilha”. Além de é claro, do “Rancho do Amor a Ilha”, já incorporada às tradições da cidade.

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