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Começou o Horário de Verão.  Os brasileiros que vivem nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste devem adiantar o relógio em uma hora. Em Santa Catarina, a redução esperada da demanda para o período é de 175 MW no horário de ponta noturna, entre as 18h e 21h, o equivalente a 5% do registrado na média do ano. O valor representa 70% da demanda máxima de Florianópolis. 

O Horário de Verão termina em 21 de fevereiro de 2016, totalizando 126 dias. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), durante esse período, a medida proporcionará economia mensal de 55 MW médios no subsistema Sul, o que equivale a 1,1% da energia consumida na região. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a economia é 190 MW médios, 0,4% da energia consumida.

O ONS aponta que a economia total para o setor elétrico é de 236,5 milhões, sendo R$ 63 milhões em redução de geração de energia térmica no período de janeiro a fevereiro de 2016, e R$ 173,5 milhões de custo evitado no horário de ponta, beneficiando todo o Sistema Interligado Nacional (SIN).

O Operador assinala que esses ganhos são relevantes, pois os armazenamentos adicionais contribuem para a garantia do atendimento energético ao longo de 2016 e para eventual redução do despacho futuro de geração térmica, que tem reflexos nas tarifas para o consumidor final.

Benefícios – O principal benefício da adoção do Horário de Verão é a redução da demanda no horário de ponta do sistema elétrico, quando se exige mais energia disponível para atender o consumo de energia naquele momento.

A estratégia é aproveitar a intensificação da luz natural ao longo do dia durante o verão para reduzir o gasto de energia. Com o aproveitamento maior da luz natural, a demanda diminui e as empresas que operam o sistema conseguem prestar um serviço melhor ao consumidor, porque as linhas de transmissão ficam menos sobrecarregadas. Para as hidrelétricas, a água conservada nos reservatórios pode ser importante no caso de uma estiagem futura. Para os consumidores em geral, o combustível ou o carvão mineral que não precisou ser usado nas termelétricas evita ajustes tarifários, além de ganhos com lazer, turismo e segurança.

O benefício pode ser avaliado também com a adequação de investimentos para atender o acréscimo na demanda apenas no horário de ponta bem como a garantia da confiabilidade em determinadas áreas do Sistema Interligado Nacional.

Anterior – Na última edição, que começou no dia 19 de outubro de 2014 e encerrou em 22 de fevereiro deste ano, o Operador Nacional do Sistema (ONS) estimou economia total de R$ 278 milhões em energia elétrica.

Em Santa Catarina, os dados indicaram redução em torno de 5% na carga do sistema elétrico da Celesc Distribuição (180MW) em toda área de concessão. Essa redução foi equivalente a 73% da carga do município de Florianópolis ou 38% da carga de Joinville durante o período.