O Centro Cultural Veras, no Córrego Grande, em Florianópolis, abre neste sábado, 24 de outubro, uma série de três Ateliês Abertos gratuitos e online sobre memória, imagem e criação artística. O primeiro encontro, das 14h30 às 18h30, é conduzido pela artista e pesquisadora Joanna Leoni, responsável pelo Faísca – Arquivo da Memória Trans de Santa Catarina, acervo com mais de mil documentos, fotografias e outros registros. A programação segue com Marta Neves, em 31 de outubro, e Sara Não Tem Nome, em 14 de novembro.
Os três ateliês acontecem pela plataforma Zoom, com inscrição por formulário individual para cada encontro.
Em resumo
- Três Ateliês Abertos gratuitos e online, sempre aos sábados, das 14h30 às 18h30.
- 24/10: Joanna Leoni, com o acervo do Faísca – Arquivo da Memória Trans de Santa Catarina.
- 31/10: Marta Neves, sobre processos de criação entre imagem e texto.
- 14/11: Sara Não Tem Nome, sobre fotoperformance.
- As vagas priorizam pessoas em vulnerabilidade social, desempregados, mães solo e estudantes, entre outros públicos.
O que é o Faísca, arquivo da memória trans de Santa Catarina?
O Faísca – Arquivo da Memória Trans de Santa Catarina é um projeto de construção coletiva dedicado a resgatar, preservar e difundir as histórias das comunidades trans do estado. Reúne mais de mil documentos, fotografias e outros registros. No ateliê de 24 de outubro, Joanna Leoni apresenta os procedimentos de pesquisa e organização do acervo e propõe exercícios com as imagens do arquivo.
Os participantes serão convidados a trabalhar com escrita, intervenções, reenquadramentos e sobreposições, considerando também as responsabilidades éticas no tratamento de memórias pessoais e coletivas. A proposta parte da ideia de que preservar uma imagem não é só conservá-la, mas também refletir sobre as condições em que foi produzida, guardada e transmitida.
Travesti, mestra e doutoranda em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Joanna desenvolve uma pesquisa que articula fotografia, procedimentos gráficos, arquivos pessoais e históricos e teoria trans.
Quem conduz os outros ateliês?
Em 31 de outubro, a artista visual e escritora Marta Neves conduz um ateliê sobre as relações entre imagem e texto, com exercícios de criação a partir de trabalhos de sua trajetória e de referências de outros artistas e escritores. Marta trabalha com fotografia, bordado, vídeo, performance e apropriação, muitas vezes com humor e ironia, e já participou da Bienal do Mercosul e da Bienal de São Paulo.
Em 14 de novembro, Sara Não Tem Nome, multiartista e mestra em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), propõe uma investigação sobre a fotoperformance, com referências históricas e contemporâneas da linguagem e espaço para os participantes apresentarem trabalhos e experimentações.
Da residência à exposição na Sala Mira
Os ateliês fazem parte de Transmutar, Transfigurar, Transparecer, Transbordar, projeto conduzido por Efe Godoy entre agosto e setembro de 2026. A residência artística online reuniu seis participantes, e os resultados integram a exposição coletiva de mesmo nome, inaugurada em 17 de outubro na Sala Mira do Centro Cultural Veras, em cartaz até 10 de abril de 2027. A mostra reúne também obras das convidadas Joanna Leoni, Marta Neves e Sara Não Tem Nome.
A iniciativa integra a programação de Artes Visuais do Veras, contemplada pelo Prêmio Funarte de Apoio a Ações Continuadas – Artes Visuais no biênio 2026–2027. No mesmo período, o espaço recebe a exposição “Ananta Ananda”, de Ernesto Neto.
Serviço
O quê: Ateliês Abertos — Programa Transmutar, do Centro Cultural Veras
Quando: 24 de outubro (Joanna Leoni), 31 de outubro (Marta Neves) e 14 de novembro (Sara Não Tem Nome), sábados, das 14h30 às 18h30
Onde: online, pela plataforma Zoom (o link é enviado após a confirmação da inscrição)
Quanto: gratuito, mediante inscrição e disponibilidade de vagas
Inscrições: Joanna Leoni (24/10) · Marta Neves (31/10) · Sara Não Tem Nome (14/11)
Mais informações: centroculturalveras.org e @centroculturalveras



