Nos primeiros minutos do jogo entre Avaí e Boa-MG nesta terça-feira, 28, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, tudo indicava que seria a pior partida do Leão da Ilha na temporada. Para piorar a situação do torcedor que enfrentou chuva e frio para ir ao estádio, logo aos 8 minutos de jogo, Marcelo Macedo marcou para o Boa. Com as mudanças do técnico Hemerson Maria, o time estava perdido.
Mas, para alívio do torcedor, que já estava começando a desacreditar no time, tudo mudou no segundo tempo, com as alterações do técnico: saída de Bruno para a entrada de Camilo e a saída de Felipe Alves para a entrada de Ricardo Jesus. “Não tem jeito, o Felipe Alves é jogador de segundo tempo”, disse Bernardo, morador do Estreito. Além de Wagner Diniz, que entrou como titular, agora o time tinha mais dois estreantes.
As alterações no time fizeram os jogadores voltar com mais garra e vontade de jogo. O empate saiu aos 9 minutos da etapa final, com Renato Santos, zagueiro que teve excelente atuação, destacando-se principalmente no primeiro tempo.
“Tira Nenê Bonilha”, gritava Mauri, torcedor avaiano e morador do bairro Caminho Novo, em Palhoça. Pois o técnico do Leão “ouviu” o pedido da torcida e fez a última substituição da partida: saiu Nenê Bonilha para a entrada de Pirão. Apreensivos, os 3.514 torcedores que estiveram presentes no estádio ainda acreditavam na virada. “Se quisermos subir, temos que garantir os três pontos pelo menos nas partidas dentro de casa nesse segundo turno”, disse Dézinho, morador do Ribeirão da Ilha.
E a vitória veio aos 39 minutos do segundo tempo. Diogo Acosta marcou, fazendo de vez a felicidade do torcedor avaiano. “Jogo de Série B é assim, sofrido. O importante mesmo é vencer”, disse Márcio, torcedor avaiano que voltou para casa feliz da vida.
Texto: Alanna Kern
Foto: Frederico Tadeu



