Deficientes visuais angolanos precisam de ajuda para se manter em Florianópolis

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Um lugar para morar. É disso que precisam os cinco angolanos deficientes visuais que atualmente vivem em Florianópolis e desejam concluir os estudos. Eles tiveram o auxilio financeiro interrompido pelo governo de Angola, e tem até sábado, 18, para abandonarem, por falta de pagamento, a residência em que moram, no bairro Coqueiros, na região continental.

Os jovens chegaram ao Brasil 2001, por meio de um programa social que recrutava cegos, vítimas da violência, para fazer cursos de habilitação e reabilitação em cidades brasileiras. 

A luta dos africanos para se manter na Ilha de Santa Catarina se tornou pública través do médico veterinário Marcos Alborghetti Evers, amigo de Bernardo, um dos angolanos que está cursando faculdade na cidade. Ele ficou sabendo das dificuldades dos estudantes e resolveu buscar uma solução.

Ao DeOlhoNaIlha, Marcos explicou que está ajudando os angolanos solicitando doações para que eles consigam outro lugar para morar. Muitos moradores de Coqueiros já ajudaram, mas existe ainda o desafio de conseguir um aluguel, uma vez que os estudantes não conseguem fiadores por terem apenas passaporte de estudante para se manter no Brasil.

O telefone de contato de Marcos Alborghetti Evers é (48) 9947-7483. 

As cartas que conta como Marcos conheceu a história dos angolanos e um pouco da história de Bernardo foram publicadas pelo site Viva Coqueiros. Clique aqui para ler.