fique por dentro de floripa

- Esportes - Em crise, futebol catarinense precisa se recuperar em 2020

26.11.2019

Em crise, futebol catarinense precisa se recuperar em 2020

26.11.2019
Em crise, futebol catarinense precisa se recuperar em 2020
Foto: Pexels Divulgação

A temporada não poderia ter sido pior para o futebol catarinense. Se no início do ano, a esperança era que Avaí e Chapecoense fizessem uma boa campanha na Série A e o acesso de Criciúma e Figueirense à elite do Brasileirão, os acontecimentos só provaram que os clubes de Santa Catarina ainda precisam crescer muito se quiserem disputar com os grandes do nosso país.

Avaí e Figueirense vão disputar a Série B do Brasileiro em 2020, a Chapecoense ainda tem condições matemáticas para se manter na série A, mas é pouco provável que o Verdão se mantenha ente os grandes, enquanto o rebaixado Criciúma fará companhia para o Brusque na Série C. Para fechar o ano de decepções, como não lamentar a situação do Joinville, novo integrante da Série D. Para quem já teve quatro times da elite do futebol brasileiro, Avaí, Figueirense, Chapecoense e Joinville disputaram a Série A em 2016, o conclusão desta temporada é desesperadora.

A queda do Avaí era iminente. O Leão da Ilha pode ser considerado um grande “ioiô” do futebol brasileiro. Para se ter uma ideia, nesta última década, o time azurra só conseguiu emplacar dois anos seguidos na Série A, 2010 e 2011. O restante foi um vai e vem constante. O time de Florianópolis jogou o Brasileirão em 2015, 2017 e agora 2019. Em 2020 voltará para a Série B onde fará companhia para o outro time da capital. Faltando uma rodada para o fim do campeonato, se por um lado o Figueirense frustrou sua torcida ao não conseguir o acesso para a série A, pelo menos se manteve na série B.

A falta de um patrocinador master atrapalhou os planos da dupla da Capital. Sem apoio financeiro, Avaí e Figueirense não conseguiram reforçar suas equipes na temporada. A verdade é que ainda falta visibilidade para a dupla no cenário nacional. Um bom filão é aproveitar a regularização dos sites de apostas esportivas que já podem patrocinar times de futebol, o que já bem ocorrendo em todo país.

Falta de investimento de empresas privadas, gestão administrativa defasada e sem nenhuma experiência e falta de atenção nas categorias de base são algumas das razões para a grande decepção com o futebol catarinense.

O que aconteceu com o Figueirense, este ano, ilustra bem isso. Comandado pela empresa de investimento Elephant desde 2017, o Alvinegro do Estreito sofreu com uma gestão “suicida” e sem preparo para comandar um clube de futebol. O Furacão “apanhou” para se manter na Série B do Brasileiro. Foram três temporadas escapando da Série C nas últimas rodadas quando era para estar brigando pelo acesso. Diretoria ausente, salários atrasados, falta de identificação com o clube e condição precária de trabalho para os atletas de todas as categorias, são algumas das causas da má situação do clube, que culminou com o W.O. diante do Cuiabá, o que acabou causando o rompimento da empresa com o clube.

No último dia 22, o Figueirense confirmou a permanência na Série B com o empate sem gols diante do CRB, em Alagoas. O resultado foi comemorado como um título pelos jogadores, depois de tudo que eles passaram na temporada. A torcida, que abraçou o time nesta causa, também comemorou. O Alvinegro chegou a ter 93,5% de chance de rebaixamento nesta Série B, mas com o apoio da sua torcida e a vontade do grupo de jogadores, o final da temporada foi um pouco mais feliz.

Chapecoense já foi exemplo

O futebol de Santa Catarina já foi exemplo para o país. A receita do sucesso já foi utilizada por um clube do Oeste do Estado, que através de uma gestão qualificada e bem organizada, trouxe a Chapecoense do anonimato da Série D para o sucesso da Série A. O responsável por isso foi o empresário Sandro Pallaoro, que deu uma nova vida para o Verdão.

Além do cuidado com o orçamento, uma das grandes sacadas do ex-presidente era “investir na base” para reduzir custos e favorecer o entrosamento entre jogadores e comunidade. Uma grande jogada de marketing trouxe o time para os braços da torcida, que vestiu a camisa e lotou a Arena Condá em quase todos os jogos do clube.

Mas a boa gestão foi interrompida pela tragédia de 2016, o acidente aéreo que vitimou a delegação da Chapecoense, mais dirigentes, jogadores e jornalistas. Sandro Pallaoro e toda sua equipe acabaram perdendo a vida na Colômbia. Na retomada do clube, apesar de toda a ajuda e apoio, o sucessor, Plinio Dad De Nes Filho, não conseguiu implantar a mesma filosofia de Pallaoro e acabou renunciando ao cargo. Está afastado desde agosto.

Mudanças na cota de TV, contratações erradas sem nenhum critério, troca de treinadores, queda no número de sócio-torcedores e as indenizações para as famílias dos mortos no acidente fizeram com que o clube apresentasse problemas financeiros que influenciaram o time dentro de campo. O deficit do clube pode chegar a 36 milhões de reais no fim do ano.

Brusque salva a temporada

Nem o mais fanático torcedor esperava um ano tão especial. Com futebol empolgante e focado no resultado, o Brusque conquistou a Série D do Campeonato Brasileiro de forma brilhante, derrotando o Manaus na final e conquistando o seu primeiro título nacional.

Antes da quarta divisão, o time do Alto Vale tinha conquistado apenas o Campeonato Catarinense de 1992.

O Bruscão não quer parar por aqui. O clube sonha grande e deve investir para formar um time competitivo para a Série C. O seu patrocinador master é a Havan e o empresário Luciano Hang, dono da rede de departamentos, já confirmou um projeto grandioso para fazer uma Arena para o Brusque. O objetivo é fazer a equipe amarela ser um dos grandes do futebol catarinense.

2020 precisa ser diferente

O ano de 2020 está sendo considerado o ano da retomada para os cinco grandes clubes de Santa Catarina. Com as situações definidas no Brasileirão, a missão agora é aprender com os erros e montar um planejamento perfeito para que a nova temporada seja de crescimento e não de mais tristezas.

Orçamento adequado, boas contratações, valorização das categorias de base e a negociação de um patrocinador master são passos essenciais para o sucesso.

Outra jogada essencial é o apoio da torcida. O torcedor catarinense é apaixonado pelo seu time e vai jogar junto se for estimulado. Foi o que aconteceu com a torcida do Figueirense, que apoiou o time na permanência da Série B, do início ao fim. O apoio das emissoras de comunicação também foi importante para motivação da torcida e divulgação do clube.

Sabendo trabalhar dentro e fora de campo, os clubes catarinenses poderão brilhar novamente no cenário nacional.

Conteúdos relacionados

Ver mais conteúdos

Regata Volta à Ilha de Santa Catarina: um dia de superação após quase 24h

09.12.2019

Regata Volta à Ilha de Santa Catarina: um dia de superação após quase 24h

51ª Regata Volta à Ilha de Santa Catarina encerra o calendário náutico do Veleiros da Ilha neste sábado

06.12.2019

51ª Regata Volta à Ilha de Santa Catarina encerra o calendário náutico do Veleiros da Ilha neste sábado

Atleta do Lira ganha troféu Guga Kuerten de revelação paradesportiva

04.12.2019

Atleta do Lira ganha troféu Guga Kuerten de revelação paradesportiva

Saiba mais sobre Florianópolis no deolhonailha.com.br O DeOlhoNaIlha é um portal de propriedade da NacionalVOX - Agência Digital, de Florianópolis. Seu lema é "Fique por dentro de Floripa" e seu objetivo é deixar os moradores e visitantes da Ilha da Magia muito bem informados sobre tudo o que acontece na cidade e região.

Anuncie no portal.
Entre em contato.