Em sessão tumultuada, votação do plano de carreira do magistério é adiada

EducaçãoEm sessão tumultuada, votação do plano de carreira do magistério é adiada

Frio volta a SC com ciclone em alto-mar: mínima pode chegar a 0 °C na segunda e mar fica agitado no litoral

Defesa Civil prevê queda das temperaturas a partir de sábado (17), geada no Planalto Sul e no Meio-Oeste na segunda (19) e ondas de até 2,5 m em Florianópolis.

LIDE SC em São José: Décio da Silva, da WEG, detalha governança familiar e defende separar acionista e executivo

No encontro do LIDE Santa Catarina na Energiluz, nesta sexta-feira (16), o presidente do Conselho da WEG explicou como funciona a WPA e o conselho de família; painel reuniu Koerich, Docol, Ábaco, Herval, Nexti e Cota Real.

CODEPLAN inicia PPP de iluminação pública e cidades inteligentes para oito municípios do Planalto Norte

Reunião de abertura em Mafra, nesta sexta-feira (16), reuniu prefeitos, BRDE e o Consórcio Pontos de Luz; a previsão é de cerca de 18 meses até o leilão da concessão.

Fórum gratuito da ACATMAR qualifica para a economia do mar, que emprega quase 240 mil em SC

O VI Fórum de Capacitação Técnica ACATMAR acontece na terça-feira (20), no IFSC Câmpus Florianópolis-Continente, com nove palestras e inscrições gratuitas para quem trabalha ou quer trabalhar no setor náutico.

Compartilhe

Em uma reunião marcada por fortes protestos por parte de docentes e representantes de entidades de classe (veja aqui o vídeo feito pela Agência Alesc mostrando o tumulto), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) adiou para a próxima semana a votação dos projetos de lei (PLs) 517 e 518, de 2015, que tratam, respectivamente, da instituição de um novo plano de carreira para o magistério público estadual e de novas regras para admissão de professores por prazo determinado (ACTs). As informações são da assessoria de Comunicação da Alesc. 

A extensão do prazo de análise das matérias, de procedência do governo, atendeu a um pedido do próprio relator dos PLs, o deputado Valdir Cobalchini (PMDB).  Antes disso, porém, o parlamentar apresentou parecer pela aprovação das duas propostas, que tramitam em regime de urgência.

Com relação ao PL 517, Cobalchini apresentou emenda substitutiva global ao texto, acatando ainda duas emendas da deputada Luciane Carminatti (PT). Entre os principais pontos do novo texto proposto pelo parlamentar, destacam-se a antecipação do cronograma de pagamento do exercício de 2016 para março, o aumento de horas-aula complementares; a previsão de aumento de investimento para o magistério em razão de novos recursos e a necessidade de realização de concursos públicos.

Cobalchini também apresentou um substitutivo global ao PL 518, visando retirar o tempo de duração da hora-aula e da hora-atividade do projeto original, medida que já estaria contemplada na Lei de Diretrizes Básicas da Educação, conforme destacou. Para assegurar que as matérias não sejam contestadas judicialmente no futuro, o parlamentar também as converteu em projetos de lei complementar.

Protestos e contenção pela polícia

Reunidos na galeria do plenário, onde a reunião foi realizada, os professores e sindicalistas reivindicavam a rejeição dos projetos e acesso ao às galerias superiores. Alguns manifestantes tentaram invadir o plenário, mas foram contidos pelos policiais que faziam a segurança da sessão.

A utilização de spray de pimenta e de tropas de choque durante a ação foi criticada pela deputada Luciane Carminatti. “Eles [professores] não são bandidos, são servidores que educam os filhos de muitos que estão aqui e têm o direito de reivindicar e protestar. Quero deixar registrado o meu desabafo de indignação, pois não imaginava que seriam utilizados policiais para conter professores.”

Em resposta, o presidente da CCJ, deputado Mauro de Nadal (PMDB), afirmou que medida foi necessária para garantir a segurança no local e a viabilidade da reunião.

Mudança nos fundos estaduais

Seguindo parecer do deputado Silvio Dreveck (PP), os deputados também admitiram a Medida Provisória (MP) 205/2015, que  altera a legislação que trata dos fundos  especiais mantidos pelo Estado.

A decisão aconteceu por maioria, com voto contrário de Luciane Carminatti. A parlamentar chegou a apresentar um relatório vista à matéria, no qual apontava irregularidades, tanto no conteúdo, quanto na forma com que foi enviada pelo governo. 

Com o resultado, a MP segue para o plenário, onde terá sua admissibilidade novamente votada. Caso seja aprovada, a matéria retorna para a CCJ, onde terá seu mérito analisado.