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sexta-feira, outubro 22, 2021
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Em maio livro que faz mapa arqueológico do Estado será lançado em Florianópolis

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Em maio livro que faz mapa arqueológico do Estado será lançado em Florianópolis

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Editora da Unisul lança obra com mapa indicando todos os sítios arqueológicos do Estado e que propõe uma nova nomenclatura padronizada para o setor. Lançamento será nesta quinta em Tubarão e, em maio, em Florianópolis

“Panorama Arqueológico de Santa Catarina” é o livro que a Editora Unisul lança nesta quinta-feira, dia 28. De autoria dos arqueólogos Deisi Scunderlick Eloy de Farias (professora da Unisul) e Andreas Kneip (professor da Universidade Federal do Tocantins), a obra lista todos os 2.073 sítios já identificados no Estado.

O trabalho de fôlego, com 306 páginas em tamanho grande, resulta na primeira catalogação sistemática de todos os sítios arqueológicos conhecidos em Santa Catarina, fornecendo assim um importante panorama do que se conhece até hoje da ocupação anterior do Estado de Santa Catarina. Para as escolas, pode ser uma importante fonte de referências. Para arqueólogos e historiadores de todo o país, uma rica base de pesquisas.

No mapa, encartado no livro, são marcados todos os locais em que há vestígios significativos de ocupações anteriores, e que portanto são considerados sítios arqueológicos. Cada um deles é identificado de acordo com seu tipo – se sambaqui, tupiguarani ou de outra tradição e etnia.

No texto, esses 2.073 sítios arqueológicos são resgatados e registrados, cada qual com uma breve descrição. A listagem é feita por município, com a localização geográfica exata e os principais dados disponíveis sobre eles.

Para produzir a obra, os autores não se limitaram apenas às suas próprias pesquisas, mas levantaram a biografia existente para resgatar trabalhos já realizados por outros pesquisadores, assim como resgataram todas as informações constantes de relatos do IPHAN, Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Ministério da Cultura, os repositórios normais dos resultados de pesquisas efetuadas por arqueólogos.

Para dar cabo dessa tarefa, de fazer um registro único e uniforme de todos os sítios arqueológicos, os autores tiveram que padronizar as informações e a forma de registro de cada um deles. Assim, também propõe uma nova sistemática de padronização nos registros, o que não existe até hoje no país e muitas vezes dificulta o trabalho de arqueólogos que se debruçam sobre pesquisas já realizadas.

Segundo Deisi, “essa proposta de sistematização foi pensada para ser utilizada principalmente pelo IPHAN, o órgão fiscalizador que regulamenta as pesquisas arqueológicas no país. Facilita a identificação do local, pois segue as normas do IBGE”.

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