Florianópolis, 1 março 2026
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ENGIE Brasil Energia inovadora com investimento em uso de drones

TecnologiaENGIE Brasil Energia inovadora com investimento em uso de drones
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Equipamentos são usados para inspeções e proteção patrimonial nas usinas

O uso de drones está cada vez mais presente nas diversas áreas de atuação da ENGIE Brasil Energia. A companhia, que é líder nacional em geração de energia com fontes 100% renováveis, tem utilizado os equipamentos aéreos, por exemplo, para inspeções em usinas eólicas, solares e hidrelétricas e linhas de transmissão e, também, como suporte para segurança patrimonial.

“Para manter a posição de liderança do setor elétrico brasileiro, precisamos investir constantemente em inovação, inclusive a partir da iniciativa de nossos próprios colaboradores, como nos casos dos diferentes grupos que estão liderando testes com drones atualmente. O nosso foco é a inovação incremental, com o desafio de melhorar constantemente o que já é bom. A inovação precisa ser rápida para acompanhar as mudanças do mercado”, explica o Diretor-Presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini.

As usinas eólicas e solares são as que estão mais avançadas nos usos de drones para inspeções. Entre as hidrelétricas, destacam-se para os testes na Usina de Estreito, no Maranhão, além do uso experimental pela Transmissora de Energia Gralha Azul, no Paraná. Em alguns dos casos de inspeção por drones, o piloto do equipamento encontrou o tempo todo na sede da ENGIE Brasil Energia, em Florianópolis, conduzindo tudo remotamente e seguindo um protocolo técnico rigoroso e de segurança.

“Os drones comprovaram ser capazes de executar atividades de monitoramento com agilidade, precisão e segurança, tornando-se um grande aliado das equipes de operação dos parques. Demonstramos benefícios como menor exposição do vigilante ao risco, pronta resposta mais efetiva em caso de ocorrência, redução de custo, detecção de anomalias nos ativos que podem gerar problemas de desempenho, imagens com maior amplitude e alcance, compartilhamento de informações em tempo real e melhoria dos processos investigativos e análises de riscos”, afirma o gerente de Desempenho e Inovação da ENGIE Brasil Energia, Felipe Rejes de Riscos. Simoni.

Os drones foram testados e utilizados considerando a capacidade operacional e a tecnologia embarcada — como câmeras termográficas, alto-falantes, flexíveis para monitorar pontos de difícil acesso para veículos de ronda, resposta rápida e possibilidade de apoio em atividades investigativas. Todo o processo é realizado seguindo um protocolo rigoroso técnico e de segurança, em conformidade com as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Além da segurança, o uso dos drones pode gerar economia. Devido à capacidade de cobertura, autonomia, agilidade e à tecnologia embarcada, estima-se uma redução média de R$ 360 mil por ano para cada posto de vigilância 24 horas substituído, considerando a operação via Central de Segurança Centralizada. Essa estimativa ainda depende da validação dos testes em andamento.

Nos parques eólicos, os drones são utilizados para funcionar como pás e como torres de aerogeradores, como faixa de serviço e como estruturas de linhas de transmissão e como estruturas civis. Nas inspeções das linhas de transmissão, o uso de drones trouxe aspectos positivos como padronização, agilidade no levantamento de inventário e eliminação da necessidade de deslocamento físico em todas as torres. Hoje a ENGIE Brasil Energia conta com cerca de 6.000 torres de transmissão, número que deve chegar a 11.000 até 2027, diante das obras de expansão previstas, o que reforça a importância de ampliar e modernizar o sistema de monitoramento e inspeção.

Entre os drones utilizados pela ENGIE, estão equipamentos que contam inclusive com câmeras noturnas e térmicas. As câmeras noturnas ajudam na vigilância patrimonial das usinas, contribuindo na identificação de qualquer tentativa de invasão, por exemplo. As câmeras térmicas geram imagens que permitem a análise de possíveis perdas em complexidades solares. Os drones fornecidos com câmeras RGB (visível) e termográficas (infravermelho) são usados nas usinas solares da ENGIE para identificar falhas com o objetivo de melhorar o desempenho de módulos fotovoltaicos. A detecção de anomalias é realizada por meio de sistemas de inteligência artificial que analisa imagens capturadas por drones e identifica defeitos elétricos ou estruturais. Essa abordagem integrada otimiza a eficiência operacional, apoia uma tomada de decisão baseada em dados e reforça a confiabilidade dos ativos ao antecipar falhas e minimizar indisponibilidades do sistema.

Na área de segurança patrimonial, o uso de drones está em fase de testes na Transmissora de Energia Gralha Azul, com o objetivo de validar sua aplicação estratégica para o monitoramento de ativos como usinas eólicas, solares e hidrelétricas. Os drones garantem o monitoramento contínuo dos ativos, agregando o fator surpresa às operações de segurança, o que aumenta a efetividade na prevenção e dissuasão de possíveis ameaças. O emprego dos drones complementa o trabalho das rondas de segurança realizadas pelas empresas de vigilância terceirizadas, reforçando a proteção de áreas sensíveis com mais eficiência, agilidade e inteligência operacional. “Os resultados obtidos até agora são excelentes e acreditamos não ter potencial para continuarmos experimentando e inovando com o uso dos drones”, acrescenta o gerente Felipe Rejes de Simoni.