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sábado, outubro 23, 2021
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Especialista do HU fala do papel dos profissionais de saúde e da família para identificar câncer intraocular em crianças

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Especialista do HU fala do papel dos profissionais de saúde e da família para identificar câncer intraocular em crianças

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Os bebês que nascem no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) passam por vários exames e um deles é o teste do olhinho. Neste momento, o pediatra usa uma lanterna e verifica o olho da criança e, por mais simples que pareça, essa iniciativa é capaz de identificar precocemente diferentes problemas, entre eles o retinoblastoma, o câncer intraocular mais comum na infância. O tema é tão importante que foi criado, por lei, o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, 18 de setembro.

Se houver alguma dúvida, o bebê é encaminhado para o Ambulatório de Oftalmologia do HU, onde passa por uma avaliação mais detalhada, realizada pelo oftalmologista Eduardo Vieira de Souza. “É muito importante ter esse diagnóstico precoce porque quanto mais cedo se inicia o tratamento, melhor o resultado”, disse.

Conforme o especialista, os pais podem ajudar na luta por esta identificação porque a criança com retinoblastoma – que é causado por uma mutação genética – apresenta um branco no centro do olho ou tem o olho torno (estrábico). Em alguns casos, em fotos, esta mancha branca no olho aparece.  “O retinoblastoma é um tumor que cresce no fundo do olho e afeta a retina, que é a responsável pelo reflexo vermelho. Como a retina é afetada o reflexo vermelho fica comprometido, aparecendo como uma mancha branca”, explicou.

Segundo ele, os pais devem sempre ficar atentos para garantir que o teste do olhinho seja realizado ao nascimento. “Além disso, o exame oftalmológico anual nos primeiros anos de vida é importante para um diagnóstico precoce e consequente melhor tratamento”, esclareceu. Uma vez identificados os sinais, o especialista faz o diagnóstico pelo exame de fundo de olho e, em caso de suspeita, é preciso passar por ultrassonografia e ressonância magnética.

A forma de tratamento varia muito de acordo com o grau de comprometimento, podendo ir de um simples laser à retirada do globo ocular. “Por ser uma doença grave, seu primeiro objetivo é salvar a vida da criança. Na ordem de prioridade vem conservar o globo ocular e preservar a visão”, acrescentou, reforçando a importância do teste do olhinho, dos exames regulares e da atenção dos profissionais de saúde e dos pais.

editor.deolhonailhahttp://www.deolhonailha.com.br
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