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quarta-feira, setembro 22, 2021
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Exposição mergulha nas manifestações existenciais do homem

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Exposição mergulha nas manifestações existenciais do homem

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Fobia, estresse, angústia, paranoia e outras manifestações da mente humana, até então restritas ao campo de estudo da psicologia e psiquiatria, inspiram o trabalho do artista plástico baiano Devarnier Hembadoom na Exposição Sibutramina, que inicia nesta quinta-feira (17/02), às 19h, na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti. Promovida pela Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), a mostra faz uma reflexão sobre o uso indiscriminado de medicamentos na sociedade contemporânea e os efeitos desse consumo, muitas vezes impulsivo, na vida das pessoas. A visitação é gratuita.

Também chamada de “A Perseguição aos Estímulos Insistentes Permanentemente Insatisfeitos pelas Regras Ditatoriais Estético-midiáticas…”, a exposição é resultado de uma pesquisa desenvolvida desde 2003. Nela, o artista aborda – por meio de pinturas, desenhos, artes digitais, artes gráficas e músicas – a temática das doenças psicossomáticas e da automedicação, associada às sensações, desejos e estímulos próprios de um mundo globalizado, voltado ao consumo.

A exposição Sibutramina já foi mostrada nos estados do Ceará, Sergipe, Bahia, Piauí e São Paulo. Em Florianópolis, ficará aberta à visitação pública até 18 de março, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti, na Praça 15 de Novembro, no Centro.

Arte sincrética

Devarnier Hembadoom trabalha a pintura e fotografia com foco na figura humana, no contexto contemporâneo. A globalização, o computador, a clonagem, as relações humanas sob o aspecto político, social, econômico e psicológico são assuntos que o interessam. Polemizando sobre o que é droga e quem é drogado nessa sociedade que denomina “pós-lexotan”, o artista criou e desenvolveu o conceito de arte sincrética, inspirada na estética das embalagens da indústria farmacêutica, e que faz alusão ao remédio AAS (ácido acetil salicílico).

Propagando o seu modo sincrético de composição plástica e provocando reflexões sobre as questões do nosso tempo e espaço, Hembadoom instiga o renascimento da contracultura com um trabalho contundente, controverso, complexo e até certo ponto subversivo. Suas obras utilizam técnica mista (tinta acrílica, lápis, tinta nanquim, tinta pressurizada e colagem) e revelam diferentes fases desse processo criativo considerado alternativo.

O artista baiano diz-se influenciado pela arte de Toulouse Lautrec, E. J. Bellock, Basquiat, Graça Ramos, Nelson Magalhães, Esther Mahlangu, Salvador Dali e Francis Bacon, além do filósofo Arthur Schopenhauer; do critico Baudelaire; do psicanalista Freud e do poeta Cruz e Sousa. E a quem pergunta se a temática escolhida é para a arte, ele responde com outra pergunta: é a arte para combinar a cor de uma pintura com a do sofá da sala ou para enviar cartas de amor a revistas de fofocas?
O artista

Baiano, nascido em Salvador, cidade onde trabalha e reside, Devarnier Hembadoom é formado em Desenho Arquitetônico, graduado em Artes Plásticas pela UFBA (1997), e mestre em artes visuais pela EBA-UFBA (2010). Cursou fotografia, computação gráfica (Rio de Janeiro) e serigrafia (Salvador), além de ter realizado mais de 70 exposições de arte, nacionais e internacionais como na Itália e Espanha, além de possuir diversas obras em coleções particulares da Itália, Espanha, Alemanha, Guatemala e França.

Entre suas exposições destacam-se Quimeras Plásticas, Bromazepan 18mg, Excesso, Momento Estrito Paranoico, Visões, Mostra de Arte Zumbi dos Palmares, Sweet Dreads In Alert, Prêmio Jovem Revelação de Artes Plásticas de Americana, Bienal do Recôncavo e Salões Regionais. Em Abril de 2003 fundou o Coletivo A.S. (Artistas Sincréticos), desenvolvendo o conceito de arte sincrética que utiliza tanto nas artes visuais quanto na música.

Hembadoom participou das bandas alternativas baianas Pesadelo, Monstros Primitivos, Cranite, Modus Operandi, Parafernália, Projeto Paralelo e Banda Inominável. Produziu discos como Broma (2003, primeira experiência com música sincrética), Ciclo Vital (2004, trilha feita pela banda Parafernália para uma instalação de mesmo nome), Excesso – Fluoxetina – devolve o colorido à vida (2005, trilha sonora da exposição), entre outros trabalhos.

Serviço:

O Quê: Exposição Sibutramina

Quando: abertura na quinta-feira (17/02) – 19h
Visitação até 18 de março, de segunda a sexta-feira – das 13h às 19h

Onde: Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti
Praça 15 de Novembro – Centro

Quanto: gratuito

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