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quinta-feira, setembro 23, 2021
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Exposição Vivências no Espaço Cultural Governador Celso Ramos

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Exposição Vivências no Espaço Cultural Governador Celso Ramos

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Abertura dia 12 de julho e visitação de 13 a 30 de julho

Mais que a memória, Salete de Oliveira, mais conhecida como Solí, retrata cenas guardadas com carinho. Seus quadros são ambientes facilmente reconhecidos pelos litorâneos: o peixe, o barco, a renda e o boi-de-mamão são inconfundíveis. Essas e outras Vivências são um convite especial para quem quer conhecer mais nuances do cotidiano ilhéu. A abertura é nesta segunda-feira, 12, às 19h, no Espaço Cultural Governador Celso Ramos – BRDE. A visitação, gratuita, segue até o dia 30 de julho, das 9 às 19 horas.

Nesta mostra, Solí apresenta mais de 20 obras produzidas entre os anos de 2008 e 2009. Por versar sobre o mesmo tema, algumas telas da série “O despertar nativo” estão presentes em Vivências. Suas lembranças dos tempos de pequena são cheias de detalhes que Solí reproduz em suas telas. O vestido da menina tem os botões que ainda guarda na memória, as paisagens e a composição de cena são cuidadosamente planejadas para que nenhum elemento falte – a igreja ao fundo, o mar e a moça preparando um peixe na folha de bananeira. As cores do trajes típicos, a fauna e a flora do litoral catarinense. Nada escapa da nostalgia de Solí.

A observadora atenta, de sotaque discreto e que conta uma porção de histórias cresceu em Alto Aririú, em Palhoça, por onde ia com seu pai de casa em casa arrecadar as mais diversas doações para a Festa do Divino. Como qualquer criança, sentia a necessidade de pintar e desenhar para contar ao mundo como o via. Na olaria de seu padrinho, muito próxima à sua casa, Solí passava as tardes modelando argila. Por incentivo da família, participou intensamente com seus quatro irmãos dos festejos e outras comemorações açorianas, como o Terno de Reis, o Boi de Mamão e a Festa do Divino. A marmoraria da família foi o cenário que iniciou sua carreira artística, em 1983, quase sem querer. Fazia gravuras em pedra para as freiras franciscanas com frequência, até que sentiu necessidade de se expressar por outros meios.

Autodidata e sempre admirada com a cultura litorânea, começou a cultivar a curiosidade sobre outras etnias também. Em casa, há um quarto só seu, onde guarda todo o material que coleta. A dança é o elemento preferido para retratar. “Vivo no meu cantinho sempre que dá. Quando não estou produzindo, estou estudando outras culturas, lendo tudo que encontro”, revela.

Exposição Vivências

Espaço Cultural Governador Celso Ramos – BRDE

Av. Hercílio Luz, 617, Centro – Florianópolis

Abertura:12 de julho, às 19h.

Visitação: 13 de julho a 30 de julho, das 9h às 19h, de segunda a sexta-feira.

Evento gratuito e aberto ao público

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