Capital catarinense está acima da média das 27 capitais brasileiras em 14 atividades mapeadas pelo estudo Cultura nas Capitais;
- Florianópolis é a capital que aparece em primeiro lugar no acesso da população a locais históricos, shows de música, festas populares, museus e saraus – nenhuma outra capital lidera em tantas atividades;
- Estudo inédito contou com 19.500 entrevistas presenciais em todas as 26 capitais e no Distrito Federal;Press releases, entrevistas e contatos para a imprensa e produtores de conteúdo: aqui
- Resultados, metodologia, infográficos e relatórios completos: culturanascapitais.com.br
Público acompanha a apresentação dos dados da pesquisa Cultura nas Capitais, em São Paulo. Crédito: Luis Benedito / Fundação Itaú
Dados inéditos da pesquisa Cultura nas Capitais revelam que Florianópolis está entre as capitais brasileiras com maior acesso da população a atividades culturais. A capital de Santa Catarina aparece numericamente à frente de todas as capitais no acesso a locais históricos, shows de música, festas populares, museus e saraus — nenhuma outra capital brasileira lidera em tantas categorias. Além disso, Florianópolis figura entre as primeiras colocadas em leitura de livros, frequência a cinema, bibliotecas, teatro, espetáculos de dança e concertos.
Esses são alguns dos dados revelados nesta terça (05/08), em evento no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), pela pesquisa Cultura nas Capitais, maior levantamento sobre o tema já produzido no Brasil,queanalisou o comportamento dos moradores das 26 capitais e do Distrito Federal.
A pesquisa da JLeiva Cultura & Esporte ouviu 19,5 mil pessoas em todas as capitais brasileiras e conta com patrocínio do Itaú e do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Rouanet, Lei Federal de incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O projeto também tem a parceria da Fundação Itaú. Em Florianópolis, foram entrevistadas 600 pessoas, de todas as regiões do município. A pesquisa de campo foi feita pelo Datafolha.
Levantamento aponta liderança de Florianópolis em múltiplos indicadores culturais
A capital de Santa Catarina aparece na primeira colocação entre todas as capitais no acesso a locais históricos (52%), shows de música (45%), festas populares (46%), museus (39%) e saraus (10%) — nenhuma outra cidade lidera em tantas categorias. Além disso, Florianópolis figura entre as primeiras colocadas em leitura de livros (52%), frequentação de cinema (54%), bibliotecas (33%), teatro (31%), dança (31%) e concertos (19%), sempre acima da média das 27 capitais. Ao todo, a pesquisa mapeou o percentual de acesso dos moradores a 14 atividades culturais. Apenas em um caso o percentual de Florianópolis é igual ao da média: jogos eletrônicos.
“Florianópolis é uma das capitais de escolaridade mais alta. Na nossa amostra, metade da população está no ensino superior ou já concluiu. Como a escolaridade é o fator que mais influencia o acesso à cultura, certamente isso ajuda a explicar os ótimos resultados da cidade”, comentou o diretor da pesquisa, João Leiva. “Além disso, tem uma mistura muito rica de tradições culturais, o que colabora para que o acesso seja comparativamente alto não só em atividades feitas em locais fechados – como museus, cinema e teatro –, como naquelas feitas em locais abertos, como festas populares.”
Engajamento da população na produção e prática culturais
Na prática de atividades artísticas e culturais, Florianópolis apresenta resultados positivos: 48% dos moradores afirmaram realizar ao menos uma prática do tipo — maior índice entre as capitais, frente à média de 34%. É também a capital com menor número de pessoas que nunca praticaram qualquer atividade artística: apenas 15%, contra 25% da média de todas as capitais brasileiras. Dança (52%), música (36%), audiovisual (31%), escrita (30%) e artes plásticas/desenho (29%) estão entre as atividades mais praticadas pela população da capital catarinense.
Diversidade musical marca preferências
Na música, Florianópolis se destaca por uma preferência marcada pela diversidade e por estilos tradicionalmente menos populares em outras capitais do país. É a capital mais roqueira do Brasil: 32% da população tem o rock como gênero favorito, número ligeiramente maior que o de outras cidades com forte tradição no estilo, como Curitiba e Porto Alegre (ambas com 30%).
A capital de Santa Catarina também lidera na preferência pelo rap (16%, ante média de 9% em todas as capitais) e apresenta percentuais expressivos de ouvintes de MPB (32%), pop (23%) e música erudita (11%). Além disso, Florianópolis combina esse gosto com o uso de plataformas digitais: 58% dos moradores utilizam o Spotify para ouvir música (o maior patamar encontrado na pesquisa), embora o YouTube continue sendo a plataforma mais popular, apontada por 66% dos moradores.
Streaming em destaque
O consumo audiovisual em Florianópolis também reflete um comportamento conectado e digitalizado. A capital lidera entre as 27 cidades pesquisadas no uso de plataformas de streaming para assistir a filmes e séries: 66% dos entrevistados utilizam esse meio, frente à média de 51%. Em contraste, é a capital onde menos pessoas consomem esse tipo de conteúdo pela televisão aberta — apenas 25%, contra 39% no conjunto das capitais. Os dados apontam para uma população habituada às tecnologias digitais, com acesso facilitado a serviços sob demanda.
Gosto por festas e pelo centro histórico
No campo das festas populares, os dados mostram que a população gosta de festejar. Florianópolis está entre as capitais onde mais gente foi a festas juninas (33%, contra média de 28% entre todas as capitais) e blocos de Carnaval (22%, contra média de 16%). A cidade está entre as capitais com os índices mais altos de pessoas que apontam o centro histórico como o espaço cultural que mais frequentam: 13%, contra média de 2% (só perde para São Luís, com 21%).
A lista de espaços culturais citados pela população conta com quase 120 locais, com destaque para o Centro Integrado de Cultura (CIC), praças e parques, o centro da cidade, a praia, entre outros.
Metodologia
Nesta edição da pesquisa Cultura nas Capitais foram ouvidas 19.500 pessoas, moradoras de todas as capitais brasileiras – as 26 estaduais, além de Brasília – com idade a partir de 16 anos, de todos os níveis socioeconômicos, entre os dias 19 de fevereiro e 22 de maio de 2024. As pessoas foram abordadas pessoalmente em pontos de fluxo populacional. Ao todo, os pesquisadores foram distribuídos por 1.930 pontos de fluxo (entre 40 e 300 por capital), em regiões com diferentes características sociais e econômicas. Os entrevistados respondiam até 61 perguntas, além das relacionadas a características sociais e econômicas (como escolaridade, cor da pele etc.). O instituto responsável pelo estudo é o Datafolha.
Além da pergunta sobre renda, a pesquisa também adotou oCritério Brasil de Classificação Econômica, um instrumento de segmentação econômica que utiliza o levantamento de características domiciliares (presença e quantidade de alguns itens domiciliares de conforto e grau de escolaridade do chefe de família) para diferenciar a população em classes: A, B, C, D ou E (Fonte: ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa).
Sobre a JLeiva Cultura & Esporte
Consultoria especializada em concepção, planejamento, execução, análise e disseminação de dados e informações sobre o setor cultural no Brasil. Conduz estudos, mapeamentos e benchmarking para empresas privadas, instituições públicas e organizações sociais com atuação em cultura e esporte — como Fundação Itaú, Fundação Roberto Marinho, Vale, British Council, Vale, Nike, Museu do Amanhã e Instituto Goethe. Desde 2010, realiza pesquisas de hábitos culturais, consolidando-se como referência nessa área.






