Florianópolis, Vitória, Brasília, Salvador e Belém são destaques em suas regiões.
Em sua segunda edição, o Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS), aponta quais capitais brasileiras apresentam a melhor combinação de condições sociais, econômicas, turísticas e de sustentabilidade para o desenvolvimento de negócios no setor de turismo.
Ao longo de 2025, os especialistas envolvidos na elaboração do IFT-GKS se dedicaram a refinar o índice, atualizando os dados e incluindo aspectos ligados à sustentabilidade, de modo a ampliar a compreensão dos efeitos do turismo nos destinos, especialmente em relação à qualidade de vida dos residentes.
Florianópolis lidera o ranking nacional da segunda edição do Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS), com 73 pontos de 100 possíveis. Em seguida, aparecem Vitória e Curitiba, que registraram avanços expressivos em relação à edição anterior. São Paulo e Brasília completam o top 5, com desempenhos consistentes e pontuações acima de 69 pontos.
Entre os destaques regionais, Florianópolis lidera no Sul, Vitória no Sudeste, Brasília no Centro-Oeste, Salvador no Nordeste e Belém na Região Norte (veja Tabelas 1. Ranking e 2. Ranking por região).
Para Mariana Aldrigui, pesquisadora da Universidade de São Paulo e integrante do conselho técnico do IFT-GKS, “o Brasil precisa rapidamente atualizar seu conceito de ‘interesse turístico’, oferecendo informações importantes para potenciais investidores que estejam comprometidos com a melhoria dos destinos em todos os seus aspectos, e não somente na identificação de uma paisagem paradisíaca. É fundamental que os gestores públicos consigam advogar por melhoria na qualidade de vida da população local”.
O IFT-GKS considerou onze variáveis que foram agrupadas em quatro dimensões: social, econômica, de sustentabilidade e de infraestrutura de turismo. A dimensão Social considerou elementos de violência, acesso à saúde, acesso a esgoto e nível educacional da população. Já a dimensão Econômica verificou a relação de beneficiários do Bolsa Família com estoque de empregos, renda média e densidade de acesso à banda larga.
Para a Sustentabilidade, foram incluídos dados sobre a vulnerabilidade climática de cada capital e o volume relativo de parques e praças em áreas urbanas. Por último, a dimensão Turismo analisou a disponibilidade de leitos em meios de hospedagem e tarifa média para chegar ao destino (Veja a Tabela 3 de dimensão e indicadores). Para fins de cálculo do ranking, a dimensão Turismo recebeu peso 75% maior que as demais dimensões.
Para cada uma das variáveis, foi criado um ranking com pontuação de 1 a 10 pontos possíveis, sendo que a capital com o melhor índice recebe 10 pontos e as demais são ranqueadas relativamente ao líder do ranking. No Gráfico 1 é possível ver a pontuação por dimensão.
O economista Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo Fecomercio de São Paulo e integrante do conselho técnico do IFT-GKS destaca que “o IFT-GKS apresenta um tratamento estatístico rigoroso, com variáveis criteriosamente selecionadas, a fim de oferecer uma análise abrangente e precisa das condições de investimento no setor de turismo. Além disso, contempla temas correlatos, como segurança e sustentabilidade. O índice pode servir como um importante instrumento de orientação para gestores públicos, permitindo a identificação ágil de problemas e a implementação de medidas corretivas de forma eficiente”.
O ranking será atualizado semestralmente com objetivo de manter o mercado atento às oportunidades no turismo. Cassio Garkalns, CEO da GKS, afirma que “empresários e governantes podem encontrar, em projetos de turismo, uma ótima opção de investimento, e nossa intenção é poder subsidiar tais decisões com dados bem fundamentados e confiáveis”.
Tabela 1 – Ranking

Tabela 2 – Ranking por Região

Tabela 3 – Dimensão e Indicadores

Fontes utilizadas: IBGE, Datasus, CAGED, Anatel, ANAC, IPEA, Ministério do Turismo
Conselho Técnico
Cassio Garkalns, CEO da GKS e professor da FIA.
Luciano Krob Meneghetti, Líder de Inteligência de dados da GKS.
Guilherme Dietze, economista e presidente do Conselho de Turismo Fecomércio SP.
Mariana Aldrigui, professora da Universidade de São Paulo.






