Santa Catarina aderiu nesta quinta-feira, 5, ao programa federal “Crack, é possível vencer”. A parceria com o Governo Federal destinará R$ 47,5 milhões ao Estado para aumentar a rede de serviços de tratamento de saúde e atenção aos usuários de drogas. As medidas também incluem ações de enfrentamento ao tráfico e a ampliação de atividades de prevenção. Florianópolis também foi incluída no programa. A adesão do município foi assinada pelo prefeito Dário Berger. O estado catarinense é o sétimo no país a aderir à iniciativa.
Para as ações de saúde e atenção aos usuários no Estado, serão criados cinco Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), que funcionarão 24 horas, sete dias por semana. Também vão ser criadas dez novas unidades de acolhimento (sete para adultos e três para crianças e adolescentes) e oito consultórios nas ruas, em um aumento de 280 leitos ao todo para tratamento.
Atualmente, existem 85 Centros de Referência Especializada em Assistência Social (Creas) em 81 municípios do Estado, com capacidade para atendimento de 4.570 famílias por mês. Com o programa, serão implantadas mais seis unidades, ampliando a capacidade de atendimento em 360 famílias por mês. Também haverá aumento no repasse mensal dos dois Creas de Florianópolis, de R$ 26 mil para R$ 36 mil.
Já para os Centros de Referência Especializados para Pessoas de Situação de Rua (Centros POP), a capacidade será ampliada em uma unidade, para o município de São José. O Estado conta atualmente com três Centros POP, que atendem até 240 famílias por mês. O centro da Capital passa a contar com novos valores de repasses, de R$ 13 mil para R$ 23 mil.
O Serviço de Acolhimento para População em Situação de Rua também terá novos valores: passou de R$ 10 mil para R$ 30 mil, visando o atendimento de 50 mil pessoas.
O total de investimentos do Governo Federal para a segurança, por meio da parceria, será de R$ 7,6 milhões. O valor será utilizado na aquisição de quatro bases móveis equipadas com sistema de vídeo-monitoramento, 80 câmeras fixas, quatro veículos, quatro motocicletas e 800 armas não letais, como tasers.
O recurso também será investido na capacitação de 160 profissionais da segurança pública, para atuarem nas cenas de uso de crack e outras drogas. O objetivo é aumentar o policiamento ostensivo e de proximidade nas áreas de concentração de uso de drogas.
Foto: James Tavares / SECOM



