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segunda-feira, outubro 25, 2021
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Florianópolis quer homenagear o maior poeta simbolista

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Florianópolis quer homenagear o maior poeta simbolista

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A ideia é que os correios lancem um selo comemorativo aos 150 anos de nascimento de Cruz e Sousa

O Município de Florianópolis quer homenagear Cruz e Sousa com um selo comemorativo aos 150 anos de seu nascimento. Para tanto, o Secretário de Educação Rodolfo Joaquim Pinto da Luz entregou ontem, segunda-feira (18), à Ministra de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, uma sugestão de selo a ser lançado pelos Correios. O encontro ocorrerá às 16 horas, no bairro Floresta, em São José, na sede Central dos Correios. Uma solicitação oficial também será encaminhada ao Ministro das Comunicações Paulo Bernardo Silva. O maior poeta simbolista do país nasceu em 24 de novembro de 1861, na capital catarinense, então chamada de Nossa Senhora do Desterro.

Pinto da Luz faz parte do Grupo Articulador das Comemorações do Sesquicentenário de um dos vanguardistas da Literatura Brasileira. Para o Secretário de Educação, “a valorização de um escritor como Cruz e Sousa, referência literária nacional e internacional, reconhecido pela dimensão poética de sua obra, exige uma comemoração que marque o seu nascimento; por isso, propusemos um selo comemorativo, a ser encaminhado ao Conselho Nacional de Filatelia, para ser apreciado, objetivando a garantia de registro histórico e cultural, relacionado ao nosso poeta catarinense”.

Combate ao racismo

Cruz e Sousa nasceu João da Cruz. Filho dos negros alforriados Guilherme da Cruz e Carolina Eva Conceição, desde pequeno a educação da criança ficou sob a responsabilidade do ex-senhor da família, Marechal Guilherme Xavier de Sousa, e da esposa Clarinda Fagundes Xavier de Sousa. O casal, que não tinha filhos, além de cuidar de João da Cruz, deu o sobrenome a ele.

Em 1881, Cruz e Sousa já comandava o Jornal Tribuna Popular, combatendo a escravidão e o preconceito racial. Dois anos depois, foi recusado como promotor da cidade de Laguna, justamente por ser negro.

Simbolismo

Cruz e Sousa aprendeu francês, latim e grego, bem como se dedicou à matemática e ciências naturais. O primeiro livro do poeta foi lançado em 1885, Tropos e Fantasias, em parceria com Virgílio Várzea. Em fevereiro de 1893 pubica Missal e no mesmo ano, em agosto, é a vez de Broqueis, que dá início ao Simbolismo no Brasil, movimento literário que se estende até 1922.

Tuberculose

Cruz e Sousa casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, mortos por tuberculose. O poeta faleceu em 19 de março de 1898 no município de Antônio Carlos, Minas Gerais, igualmente vítima da tuberculose. O corpo dele foi transportado para o Rio de Janeiro num vagão para cavalos. Lá, no Cemitério de São Francisco Xavier, foi sepultado por seus amigos, dentre os quais José do Patrocínio, um dos destaques dos movimentos abolicionista e republicano. No Rio de Janeiro ficou até 2007, quando teve seus restos mortais acolhidos no Museu Histórico de Santa Catarina- Palácio Cruz e Sousa, no coração de Florianópolis.

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