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03.09.2019

Hospital de Olhos oferece tratamento com dispositivo que combate a síndrome do olho seco

03.09.2019
Hospital de Olhos oferece tratamento com dispositivo que combate a síndrome do olho seco
Foto: Divulgação

HOF é o primeiro hospital a contar com esse equipamento na Capital do Estado

O Hospital de Olhos de Florianópolis (HOF) está colocando à disposição dos pacientes um equipamento que trata da Síndrome do Olho Seco, doença multifatorial que ocorre quando há deficiência das glândulas de meibômio, que são responsáveis por produzir os lipídios da lágrima, garantindo que o olho fique lubrificado. Desenvolvido e produzido na França, o E-Eye IRPL é o primeiro dispositivo especificamente projetado para o tratamento da síndrome e acaba de ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil. O olho seco é uma das principais razões para visitas ao oftalmologista no país, e o HOF é o primeiro hospital a contar com esse equipamento na Capital do Estado.

Nesta quinta-feira, dia 15, uma palestra foi ministrada no HOF pela Dra. Faride Waked Tanos, médica oftalmologista da Visare Rio, para mostrar a nova era nos diagnósticos e tratamento do olho seco. Ela disse que a incidência da síndrome vem aumentando por causa do uso excessivo de equipamentos eletrônicos (computadores, smartphones, tablets), do efeito de medicamentos e da exposição crescente aos raios solares e ao ar condicionado, entre outros fatores. A médica destacou que o E-Eye IRPL vem impressionando os oftalmologistas pela efetividade e pelos bons resultados que apresenta já nas primeiras aplicações.

De acordo com Sidnei Pedroso, representante autorizado da Dry Com (que comercializa o E-Eye IRPL) para o sul do Brasil, a equipe do Hospital de Olhos recebeu todo o treinamento e o dispositivo está em plenas condições de ser utilizado. Durante 60 dias, o aparelho permanecerá em uso, em caráter demonstrativo, podendo ser posteriormente adquirido pelo hospital. O diretor técnico do HOF, Dr. Ernani Garcia, informa que os pacientes vêm sendo chamados desde o início desta semana e que alguns deles já deixaram de usar colírios como efeito do tratamento.

RÁPIDO E INDOLOR

O envelhecimento, a menopausa, o uso continuado de equipamentos eletrônicos, o ar condicionado, a utilização de lentes de contato e alguns medicamentos (como diuréticos, antidepressivos, analgésicos e anticonceptivos) influenciam na qualidade da lágrima e contribuem para o aparecimento da Síndrome do Olho Seco. Problemas dermatológicos e doenças autoimunes também são citados como fatores de risco para a síndrome.

Os sintomas mais comuns são sensação de fadiga nos olhos ao trabalhar com aparelhos eletrônicos, coceira constante, olhos vermelhos, visão embaçada, sensação de areia nos olhos e dificuldade para uso de lentes de contato. O tratamento – que consiste em aplicar flashes de luz sob a pálpebra inferior do olho – pode reduzir drasticamente a dependência de colírios e devolve conforto e qualidade de vida aos pacientes. Melhora no uso de lente de contato, redução da inflamação e otimização da superfície ocular são alguns dos resultados que podem ser alcançados com o tratamento.

Produzido pela E-Swin, o E-Eye utiliza a luz pulsada regulada de alta intensidade para combater a síndrome e os incômodos que ela provoca. A luz pulsada atua sobre as glândulas de meibômio, fazendo com que voltem à condição normal. Indolor e de curtíssima duração, o procedimento apresenta eficiência superior a 80% logo após as primeiras sessões. Ao identificar distúrbios na superfície ocular e medir a osmolaridade da lágrima, o aparelho ajuda os oftalmologistas a diagnosticarem o tratamento mais correto para cada caso.

INCIDÊNCIA ELEVADA

O E-Eye já é usado em mais de 40 países e traz a grife da E-Swin, maior fabricante mundial de dispositivos de luz pulsada policromática de alta intensidade. O equipamento gera sequências de pulsos uniformes e calibrados sobre as glândulas inativas ou obstruídas do paciente, utilizando a tecnologia IRPL (Intense Regulated Pulse Light). Ele emite um feixe de “luz fria” que desobstrui as glândulas meibomianas com segurança e conforto, de forma minimamente invasiva. Em resposta a esse estímulo, as glândulas de meibômio voltam a funcionar, fornecendo lipídios e proteínas ao filme lacrimal, evitando que este se evapore.

Estima-se que a Síndrome do Olho Seco atinja entre 5% e 34% da população mundial, dependendo da localidade. Segundo o Conselho Brasileiros de Oftalmologia (CBO), 35% dos brasileiros com mais de 18 anos experimentam algum nível da doença e mais de dois milhões de pacientes são tratados anualmente. Muitas pessoas convivem com os desconfortos da disfunção da glândula de meibômio por anos seguidos sem saber que podem tratá-los com chances quase totais de cura.

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