O ano de 2026 deve marcar a consolidação definitiva do autoatendimento como padrão no varejo, supermercados, farmácias, food service e serviços públicos. Segundo especialistas do setor, a evolução das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) será o principal motor dessa transformação, ampliando eficiência, segurança e personalização na jornada do consumidor.
“Precisamos parar de romantizar nossos negócios e perceber que a IA vai substituir parte dos profissionais em determinados cargos. Podemos escolher se sairemos na frente ou seremos retardatários”, afirma Murilo Ventimiglia, CEO da Upp Tecnologia, referência em soluções de autoatendimento para o mercado brasileiro.
Impacto no mercado de trabalho: eliminação e criação de empregos
Segundo previsão do Fórum Econômico Mundial, divulgado no início de 2025, a reviravolta tecnológica poderá eliminar 92 milhões de empregos existentes até o ano 2030, mas, ao mesmo tempo, também criar 170 milhões de novos postos.
Para Murilo, a transformação é irreversível: “Empresas que resistirem à mudança perderão competitividade. A IA já está presente em soluções de autoatendimento, reconhecimento facial, análise preditiva e sistemas de gestão inteligente. Não é mais uma questão de ‘se’ implementar, mas sim de ‘quando’ e ‘como fazer da maneira certa'”.
Brasil acelera na adoção de IA
De acordo com um levantamento realizado pela Adyen, empresa de tecnologia financeira, o Brasil é um dos países que mais cresce em adoção de inteligência artificial no mundo. O estudo aponta que 41% das empresas brasileiras já utilizam essa tecnologia em suas operações. As empresas devem implementar IA no Brasil de forma otimizada e assertiva, prevendo ganhos reais de produtividade e significativa redução de custos.
Segundo dados da McKinsey Digital, 54 milhões de empresas já adotaram IA até o final de 2024 — um aumento de 160% em relação ao ano anterior. Este crescimento demonstra que a adoção da tecnologia está acontecendo em ritmo acelerado, com mais de três empresas implementando IA por minuto.
IA no autoatendimento: eficiência e personalização
A IA está revolucionando a forma como as empresas interagem com seus clientes, e o autoatendimento é uma das áreas que mais se beneficiam com essa tecnologia. Com a capacidade de automatizar tarefas rotineiras e fornecer respostas rápidas e precisas, a IA está transformando o futuro do atendimento ao cliente.
Murilo Ventimiglia destaca que, no varejo e no food service, a tecnologia permite reduzir filas, agilizar pagamentos e proporcionar uma experiência mais autônoma e fluida. “O consumidor moderno busca conveniência e rapidez. Totem de autoatendimento, checkout inteligente e aplicativos integrados já não são diferenciais — são exigências do mercado. E quem não se adaptar vai ficar para trás.”
Prevenção de perdas e análise preditiva
A IA também deve reforçar a prevenção de perdas, com ferramentas de detecção automática de fraudes e comportamentos suspeitos, ao mesmo tempo em que impulsiona análises preditivas para otimizar estoques, fluxo de clientes e dimensionamento de equipes.
“A inteligência artificial permite que as empresas não apenas reajam a problemas, mas antecipem demandas, evitem desperdícios e tomem decisões com base em dados reais e precisos”, complementa Murilo.
2026: O ano da maturidade inteligente do autoatendimento
O setor se profissionaliza rapidamente, abrindo espaço para novos modelos de negócio, startups especializadas e fornecedores de hardware e software inteligentes. A integração entre loja física e digital — impulsionada por sistemas automatizados — promete uma jornada omnicanal mais fluida.
A expectativa é que 2026 seja o ano da maturidade inteligente do autoatendimento, combinando autonomia, segurança e experiências mais rápidas e personalizadas para consumidores e empresas.






