O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulgou nesta sexta-feira (23) o relatório de balneabilidade referente à semana de 19 a 23 de outubro de 2026. Dos 260 pontos monitorados no litoral catarinense, 199 estão próprios para banho, o que representa 76,5% do total. Em Florianópolis, dos 88 pontos analisados, 61 estão próprios, o equivalente a 69,3% dos locais monitorados na Capital.
Quais municípios têm as praias monitoradas pelo IMA?
As coletas são feitas em 28 municípios litorâneos, abrangendo mais de 100 praias e balneários do sul ao norte do litoral catarinense: Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Gaivota, Balneário Piçarras, Balneário Rincão, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Paulo Lopes, Penha, Porto Belo, São Francisco do Sul e São José.
As informações e considerações técnicas do relatório podem ser conferidas na íntegra neste link.
Como o IMA classifica um ponto como próprio ou impróprio?
A classificação de cada ponto é definida a partir das análises laboratoriais das amostras e dos critérios da Resolução Conama nº 274/2000, que considera a concentração da bactéria Escherichia coli na água. A condição pode variar de uma coleta para outra, por isso um ponto com bons resultados históricos pode ficar impróprio em determinada semana e voltar à condição própria depois.
- Própria: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 E. coli por 100 mililitros.
- Imprópria: quando em mais de 20% das amostras das cinco semanas anteriores o resultado for superior a 800 E. coli por 100 mililitros, ou quando, na última coleta, o resultado passar de 2.000 E. coli por 100 mililitros.
Um ponto impróprio significa que toda a praia está imprópria?
Não necessariamente. A classificação vale para o ponto específico onde a amostra foi coletada. Uma mesma praia pode ter mais de um ponto monitorado, com condições diferentes entre eles. A recomendação é consultar a condição do ponto mais próximo do local escolhido para o banho, especialmente após períodos de chuva.
Por que evitar o banho de mar depois da chuva?
O IMA recomenda evitar o banho de mar nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas intensas, principalmente perto de rios, córregos, canais e saídas de galerias pluviais. Nesse período, a chuva pode levar diferentes materiais e microrganismos para o mar, alterando a qualidade da água.
Onde consultar o resultado de cada praia?
À medida que as análises são concluídas pelo laboratório do IMA, o resultado de cada ponto é atualizado automaticamente no mapa do site balneabilidade.ima.sc.gov.br e no aplicativo CBMSC Cidadão. Basta clicar na bandeirinha do ponto para ver o status e a data da última coleta. O menu histórico reúne localização, datas, horários, condições de vento e maré e o histórico de resultados de cada ponto. O programa segue um cronograma prévio de coletas, disponível para consulta.
De outubro a março, o monitoramento é semanal, com balanço divulgado às sextas-feiras (antecipado quando a data coincide com feriado ou ponto facultativo). Entre abril e setembro, pesquisa e divulgação passam a ser mensais. Veja relatórios anteriores, como o da semana de 16 a 20 de março e o balanço mensal de abril.
Em resumo
- O IMA divulgou o relatório de balneabilidade da semana de 19 a 23 de outubro de 2026.
- Em Santa Catarina, 199 dos 260 pontos monitorados estão próprios para banho (76,5%).
- Em Florianópolis, 61 dos 88 pontos estão próprios (69,3%).
- A classificação vale para cada ponto, não para a praia inteira; após chuvas intensas, evite o banho por 24 a 48 horas.
- Os resultados podem ser consultados no mapa do IMA e no aplicativo CBMSC Cidadão.



