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quarta-feira, dezembro 1, 2021
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Impacto da 6ª edição da Parada da Diversidade no comércio de Florianópolis

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Impacto da 6ª edição da Parada da Diversidade no comércio de Florianópolis

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Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina, apurou o perfil do turismo GLS no estado durante a 6ª edição da Parada da Diversidade em Florianópolis e o impacto do evento no comércio da capital.

Classificados hoje pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais pela sigla LGBT, os 224 participantes da pesquisa foram ouvidos no dia 11 de setembro, na Avenida Beira Mar Norte, local do evento. No dia seguinte, os pesquisadores da Fecomércio ouviram 204 empresários de diversos setores.

Dentre as características socioeconômicas reveladas estão faixa etária, local de origem, ocupação e renda familiar dos participantes. Ao que o estudo indica, a maioria são jovens catarinenses de classe média. Apesar do maior número ter idades entre 18 e 25 anos (37.5%), houve destaque também para os que têm entre 26 e 35 anos (34,8%). O levantamento mostrou também que apesar de receber turistas de outros estados, os visitantes são no geral catarinenses (52,58%). Destaque para os vizinhos: Rio Grande do Sul (13,42%) e Paraná (13,41%). Em menor escala, paulistas e cariocas também marcaram presença: 8,04% e 5,36% respectivamente. Já as cidades com mais participantes no evento foram Curitiba (11,16%), Balneário Camboriú (7,59%), Laguna (7,14%) e São Paulo (7,14%).

Como os turistas LGBT chegaram à capital? A pesquisa sugere um elevado número de excursões. Vans, ônibus e microônibus totalizaram o meio de transporte escolhido por quase 30% dos entrevistados. Mas também foi expressivo o número de participantes que utilizaram carro próprio (29%).

Apesar do sucesso de público do evento, o bate-volta teve impacto negativo no setor hoteleiro, já que 48% não pernoitaram na cidade. Ainda outros 23% que ficaram mais de um dia na ilha, declararam ter passado o período na casa de amigos ou parentes. Apenas 25% se hospedaram em hotéis ou pousadas. Embora o percentual tenha sido baixo, a média de dias dos turistas que ficaram em Florianópolis foi boa: 3,7.
Outra característica positiva foi o gasto médio individual do público LGBT. Por dia, foram R$ 131,10 em compras, na maioria das vezes gastos com necessidades básicas e pagas em espécie. A maioria esteve em restaurantes, lanchonetes e cafés (67,4%) e preferiu efetuar os pagamentos com dinheiro.

Na seqüência também apareceram os bares e danceterias, com 47,3% do público da 6ª Parada da Diversidade. O saldo pode ser considerado excelente, uma vez que grande parte das pessoas não pernoitou em Florianópolis. O dado também tem relação ao perfil festivo do grupo analisado.

No quesito avaliação da cidade, uma questão preocupa, mas pode servir como item prioritário para melhorias futuras. Tanto os pontos turísticos e as belezas naturais, quanto à infra-estrutura de Florianópolis, foram bem avaliados. A exceção ficou por conta do transporte público, considerado pela maioria que o utilizou, como regular.

A boa notícia é que, para a grande maioria, a participação no evento foi inédita. 57% fizeram-se presentes pela primeira vez, demonstrando uma importante rotatividade dos turistas. O número mais representativo da pesquisa foi os 90% que declararam o desejo de retornar na próxima edição, assegurando que, em 2012, o evento tem chances reais de expansivo crescimento.

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