Florianópolis, 2 março 2026
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Intercâmbio Cultural  entre SC e RS marca a 8°edição da Conferência TUM Festival 

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Evento, que integra programação do festival, impulsiona setor musical com palestras, debates, oficinas e showcases.

A Conferência TUM 2025 encerrou neste fim de semana sua edição mais abrangente, reunindo profissionais da indústria da música de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e da Holanda. 

Realizado na Casa TUM, hub criativo de música e inovação do festival, o encontro promoveu três dias de formação, debates, oficinas e showcases que fortaleceram conexões nacionais e internacionais no ecossistema musical.

Um dos destaques foi a parceria inédita entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que trouxe a Florianópolis uma delegação oficial gaúcha formada por cinco artistas e representantes da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). Os artistas foram Carlos Badia, Kako Xavier, Adriana de Los Santos, Andrea Perrone, com participação de Chris Amoretti, e Negra Jaque.

Adriana Sperandir, diretora do Departamento de Artes e Economia Criativa da Sedac, e Juliana Sueli Sehn, coordenadora do RS Criativo, também da Sedac, participaram de mesas sobre políticas culturais, circulação, economia criativa e futuro dos mercados regionais.

A programação evidenciou a internacionalização crescente do festival, com a participação da artista  holandesa Marian Doroth, além do compositor e produtor Marcos Souza (RJ), integrante da Orquestra Petrobras Sinfônica.

“A edição deste ano foi especial por acontecer no coração do Centro-Leste e dentro do nosso hub criativo, a Casa TUM. Recebemos profissionais que puderam vivenciar o ecossistema cultural de uma região central que está cada vez mais artística. Foram dias de intensa troca de experiências e tendências do mercado global, tudo de forma democrática e gratuita”, destaca Ivanna Tolotti, idealizadora e diretora-geral do projeto.

Programação e formação profissional: A presença da ABMI (Associação Brasileira da Música Independente) ampliou o caráter técnico da conferência, com atividades sobre licenciamento musical, regravações, estratégias para rádios e playlists e cadeia produtiva.

Na abertura, sexta-feira (14/11), foram discutidos temas essenciais para o desenvolvimento do mercado, como a importância das leis de incentivo para artistas e produtores.

O painel “A importância das leis de incentivo para a classe artística” propôs uma reflexão sobre os caminhos e desafios das políticas públicas de fomento à cultura no Brasil. Mediado por Val Becker, reuniu  Juliana Sueli Sehn e Adriana Sperandir, representantes da Sedac, para discutir o papel das leis de incentivo como ferramentas fundamentais na consolidação de projetos culturais sustentáveis e na valorização dos profissionais da arte.  A mesa também contou com Alexandre Gouveia Martins, do Minc SC, e Emanuelle Weber Marielle, representante do gabinete da deputada estadual Luciane Carminatti. 

O dia foi marcado por painéis sobre narrativas no mercado musical e a oficina “Imagem e Som: Trilhas Sonoras”, ministrada por Marcos Souza. A programação avançou com uma palestra detalhada sobre licenciamento musical e modelos de receita, com Keila Macêdo, advogada e CEO da Imagine Music. 

Na sequência, o painel sobre mercado de música eletrônica, apresentado pela ABMI e DNBB Music Group, trouxe nomes centrais da cena nacional, como Toninho (One RPM) e o DJ e produtor ZAC, artista reconhecido pelos lançamentos em labels internacionais. O debate abordou a expansão da cena eletrônica brasileira, profissionalização, circulação internacional e a crescente presença do gênero em festivais multilinguagens.

No sábado, a conferência continuou com palestras que aprofundaram temas sensíveis para artistas independentes. Bruna Campos, da Rede Pura Editora, apresentou “Regravações: erros que custam caro”. Em seguida, Val Becker conduziu a palestra “Como enviar material para rádios, webrádios, podcasts e playlists”, compartilhando estratégias de comunicação e pitching.

A Mesa Aberta sobre a Cadeia Produtiva da Música, mediada por Marcelo Fruet, reuniu nomes como Carlos Badia, Daniel Silva (Portal Rifferama), Paulo Almeida (Revista Acorde) e Felipe Llerena (ABMI), além das artistas Yanna e Amanda Cadore. O diálogo tratou de modelos de circulação, editais, festivais, direitos autorais e desafios regionais.

A formação continuou com o Laboratório de Composição conduzido por Guinha Ramires, seguido da oficina Encontros de Silêncio, Canto e Alma, ministrada pela artista holandesa Marian Doroth.

Música eletrônica em destaque: Pela primeira vez, o TUM dedicou um bloco exclusivo à música eletrônica, um dos segmentos de maior crescimento no mercado global. O painel com ZAC e DNBB aprofundou questões como algoritmos, criação de público, plataformas digitais, exportação de artistas e o impacto da cena brasileira no exterior. 

O tema também esteve presente nos showcases, que incluíram performances de DJs e artistas com pesquisa sonora voltada à música urbana e eletrônica.

Orquestra Petrobras encerra o festival: A Orquestra Petrobras Sinfônica encerra a oitava edição do TUM Festival com dois concertos no Boulevard 14/32 do Floripa Airport.

No sábado, 22/11, às 21h, o público confere “Multiplayer”, apresentação dedicada às trilhas sonoras de games. No domingo, às 19h, o mesmo palco recebe “Na Trilha do Rock”, uma performance especial com clássicos do gênero.

Para mais informações, acesse:  tumfestival.com.br/ 

Incentivo: Rede Imperatriz, Laticínios Tirol, Floripa Airport 

Apoio: Hotel Faial

Parceria: Abrafin, ABMI, Música e Negócios, Rádio Graviola, Casa TUM, Trama Cultural, UDESC, CEART, UDESC FM, Rifferama, Jane Barcelos, Criativa Painéis, Freguesia, Galeria Lama, Bugio

Parceria Institucional: Sul Universal, Instituto Estadual de Música, RS Criativo, Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul 

Realização: Ivanna Tolotti Produções 

Patrocínio: Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e Prefeitura Municipal de Florianópolis

Este projeto é parcialmente patrocinado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, pela Fundação Cultural Franklin Cascaes, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, e pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura n° 3659/91.