Jurerê Internacional sempre foi um bairro de demanda estruturalmente maior do que a oferta. O que muda agora é a velocidade com que novos vetores de valorização se somam — e a raridade dessa combinação dentro do mercado imobiliário brasileiro.
Foto: Crédito Divulgação Habitasul
Em 23 de março de 2026, no aniversário de 353 anos de Florianópolis, a Habitasul e a Prefeitura entregaram o Parque Péricles de Freitas Druck: 150 mil m² de área verde no centro do bairro, com 4,5 quilômetros de trilhas e ciclovias, lago e mais de 1.500 árvores de 64 espécies nativas. Parques desta escala, em bairros consolidados, são por definição irreproduzíveis — e a evidência internacional sobre o seu efeito no mercado imobiliário é extensa e consistente.
O que os dados mostram
Três referências documentam essa dinâmica com precisão. O High Line, em Nova York, gerou valorização de 35% nos imóveis adjacentes em relação ao restante do bairro, com preço mediano de revenda superando 100% das áreas comparáveis a um quarteirão de distância *(Columbia University Case Consortium; StreetEasy, 2016)*. O Millennium Park, em Chicago — com 99 mil m², escala próxima à de Jurerê — produziu prêmio médio de US$ 100 por pé quadrado sobre projetos equivalentes mais distantes e velocidade de absorção 30% a 50% superior *(Americans for the Arts; City of Chicago, 2005)*. O Atlanta BeltLine registrou valorização 26 pontos percentuais acima nas propriedades em até 800 metros do corredor verde, em relação às áreas mais afastadas, ao longo de 15 anos *(Immergluck & Balan, Georgia State University)*. Uma revisão de 33 estudos científicos no *Journal of Leisure Research* confirma: parques com perfil contemplativo produzem prêmio mensurável em mais de 90% dos casos, com ponto de partida entre 8% e 10% para os imóveis fronteiros *(Nicholls & Crompton, 2001)*.
Em Jurerê, onde o estoque disponível já é historicamente escasso, esses efeitos tendem a ser amplificados.
Melhor praia urbana do mundo ibero-americano: o que o título significa para o mercado
Em 2025, Jurerê Internacional conquistou o título de melhor praia urbana do mundo ibero-americano, segundo o relatório do CIF Playas — Centro Internacional de Formação em Gestão e Certificação de Praias — em parceria com a Proplayas, Rede Ibero-americana de Gestão e Certificação de Praias. O levantamento analisou mais de 200 praias em 11 países das Américas e da Península Ibérica, com 71 especialistas aplicando metodologia técnica e científica — não opinativa. Jurerê obteve nota 0,87 em uma escala de 0 a 1, superando destinos de Cuba, Espanha, Argentina e Colômbia, e ficou em 20º lugar no ranking geral entre todos os tipos de praia *(CIF Playas; Proplayas, 2025)*.
Os critérios avaliados — balneabilidade, acessibilidade, segurança, infraestrutura, serviços e preservação ambiental — são exatamente os fatores que o comprador de alto padrão considera ao escolher onde morar ou investir. Um título desta natureza, atribuído por organismo internacional com metodologia auditável, funciona como validação externa do posicionamento que o bairro já ostentava internamente. Para o mercado imobiliário, isso se traduz em um argumento de venda que transcende o discurso comercial — é dado verificável, com fonte e critério.
O reconhecimento também tem implicação direta sobre a demanda futura. Bairros que figuram em rankings internacionais de qualidade de vida e de espaço urbano atraem um perfil de comprador e visitante que eleva o nível médio de renda e de exigência da região — o que, historicamente, precede ciclos de valorização imobiliária.
Segurança: infraestrutura privada que o mercado reconhece
Segurança é um dos critérios mais determinantes na decisão de compra de imóveis de alto padrão — e um dos mais difíceis de construir em bairros já consolidados. Jurerê Internacional investiu nesse ponto de forma estruturada e mensurável.
O bairro é considerado o mais monitorado de Santa Catarina, com uma câmera de segurança para cada 100 habitantes — proporção que inclui sistemas com leitura de placas veiculares e reconhecimento facial, integrados à operação da Polícia Militar *(NSC Total)*. O sistema foi implementado e financiado pelos próprios moradores, via associação de bairro, com investimento inicial de R$ 1,8 milhão e operação de ronda patrimonial 24 horas. O resultado prático é visível nas estatísticas: em anos de comparação com bairros de população equivalente em Florianópolis, Jurerê Internacional registrou índices de roubo significativamente menores do que áreas como Lagoa da Conceição e Campeche *(NSC Total)*.
A segurança do bairro foi ainda um dos fatores que contribuíram diretamente para a nota obtida no ranking do CIF Playas — onde o critério “segurança” é avaliado de forma independente e com peso relevante na classificação final. Não é coincidência: bairros seguros atraem mais moradores permanentes, que por sua vez fortalecem a vigilância informal das ruas e criam um ciclo virtuoso de manutenção do ambiente urbano.
Para o mercado imobiliário, a segurança tem um efeito específico e documentado sobre o valor dos imóveis: ela reduz o prêmio de risco que o comprador embutia na decisão de compra e amplia o universo de perfis dispostos a pagar o preço pedido. Em bairros de alta renda, isso se traduz diretamente em maior liquidez e menor tempo de venda.
Uma nova rota para o bairro
O movimento de qualificação urbana de Florianópolis não se restringe ao norte da ilha. Em 2026, a Prefeitura e a empresa JL Construções iniciaram as obras do Parque Marina Beira-Mar Norte — projeto que vai transformar um trecho subutilizado da orla central em um complexo de 140 mil m² de parque público e marina com capacidade para mais de 600 embarcações, com investimento privado de R$ 350 milhões em regime de concessão de 35 anos *(Prefeitura de Florianópolis; Correio SC, 2026)*. O projeto inclui píer para transporte marítimo coletivo, o que colocará Jurerê a uma travessia de barco do centro da cidade. Esse tipo de conectividade redefine o perfil de morador que o bairro consegue atrair — e, consequentemente, o patamar de valor que consegue sustentar.
O polo náutico e a escassez frente ao mar
Jurerê já abriga três marinas — Veleiros da Ilha, Blue Fox e Marina da Croa — formando um polo náutico sem equivalente no litoral catarinense. Combinado ao novo parque urbano e à futura rota marítima, esse polo cria uma camada adicional de escassez: imóveis com vista para o mar e proximidade às marinas operam com dois prêmios simultâneos. São diferenciais que o mercado precifica de forma consistente e que tendem a crescer à medida que a infraestrutura se consolida.
A governança que sustenta o valor
Infraestrutura sem gestão deprecia. O que diferencia Jurerê também nesse ponto é o Movimento Jurerê Mais, iniciativa que reúne moradores, empresários e poder público em torno de uma agenda estruturada de qualificação urbana. A organização comunitária foi inclusive citada pela coordenadora de sustentabilidade da Habitasul como fator determinante para a boa pontuação do bairro no ranking do CIF Playas — especialmente nos critérios de acessibilidade, segurança e conservação *(CIF Playas; Proplayas, 2025)*. Bairros com essa coesão interna apresentam manutenção mais consistente do espaço público e maior capacidade de reter moradores de alto poder aquisitivo — variáveis silenciosas, mas determinantes para a trajetória de valorização no médio prazo.
Maxxi View: posicionamento no centro desse movimento
É nesse contexto que se posiciona o Maxxi View, empreendimento associativo da Modulare Empreendimentos em Jurerê Internacional. Localizado a poucos passos da praia de Canajurê e com vista privilegiada para as três marinas do bairro, o projeto captura diretamente os vetores de valorização em curso: parque urbano recém-entregue, título internacional de melhor praia urbana ibero-americana, infraestrutura de segurança consolidada, polo náutico ativo e nova conectividade marítima com o centro da cidade.
O modelo associativo a preço de custo — sem margem de lucro do incorporador — tende a criar uma diferença relevante entre o custo de entrada e o valor de mercado na entrega. O histórico da Modulare na região referenda essa lógica: o Maxxi Square, empreendimento anterior da empresa em Jurerê, registrou valorização média de 105% em 36 meses, segundo a administradora. O Maxxi View tem entrega prevista para o primeiro semestre de 2029.
Conclusão
Parque urbano de 150 mil m² entregue em março de 2026. Título de melhor praia urbana ibero-americana atribuído por organismo técnico internacional. Infraestrutura de segurança privada com a maior densidade de monitoramento do estado. Nova marina e rota marítima em construção. Polo náutico com três marinas ativas. Governança comunitária organizada. A combinação desses fatores em um único bairro não é comum no Brasil — e o mercado ainda está no início do processo de precificá-la por completo.
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*Fontes: CIF Playas; Proplayas, Relatório Melhores Praias 2025; Nicholls & Crompton, Journal of Leisure Research (2001); StreetEasy (2016); Columbia University Case Consortium; Americans for the Arts; City of Chicago (2005); Immergluck & Balan, Georgia State University; Federal Highway Administration; NSC Total; Prefeitura de Florianópolis; Correio SC (2026); Modulare Empreendimentos.*






